Zuckerberg: é preciso “alguma paciência”

Paciência. Foi o que pediu o presidente da maior rede social do mundo numa conferência telefónica que decorreu após a divulgação dos resultados para o segundo trimestre do Facebook.

Quando os analistas questionaram Mark Zuckerberg sobre as aplicações WhatsApp, Instagram e Messenger, o CEO respondeu com um pedido. “Queremos pedir paciência em relação a este tema para que possas fazer as coisas corretamente”, disse, segundo informações obtidas pela Bloomberg.

Zuckerberg fechou-se em copas, não avançando com detalhes, números ou previsões sobre as três aplicações. Apenas avançou que o foco da empresa se mantinha na expansão das comunidades de utilizadores.

“Não deram muitos detalhes, mas isso é o tipo de luxo que se pode ter quando o negócio central da empresa está a ir muito bem”, disse Nate Elliott, analista da Forrester Research, em declarações à Bloomberg.

Com as ações a derraparem 2,6 por cento, para os 94,50 dólares, antes da abertura da sessão desta quinta-feira, os investidores mostram que não estão tão calmos quanto o fundador do Facebook. Mas, para Zuckerberg, não há mesmo motivos para ter pressa. Na conferência de quarta-feira, lembrou aos analistas que em 2006-2007 a rede social tinha estado sobre pressão para colocar banners de publicidade. E que o Facebook levou o seu tempo para criar “anúncios que aparecessem de uma forma mais natural”, disse.

Apesar de o Facebook ter registado um aumento nas receitas em 39 por cento, para os 4,04 mil milhões de dólares, no segundo trimestre deste ano, os lucros desceram. Na origem desta quebra está o facto de “este ser um ano de investimento” para a rede social, disse Brian Wieser, analista na Pivotal Research.

Entre os planos da rede social estão a melhoria das aplicações para telemóveis e a criação de novas características para os seus anúncios, o que levou a um aumento dos investimentos e da contratação em novas áreas. Por isso, a margem operacional ficou nos 31 por cento, face a 48 por cento no período homólogo.

Há ainda o Oculus, fabricante de equipamentos de realidade virtual, que o Facebok adquiriu. Zuckerberg espera muito deste investimento, uma vez que acredita que as experiências tridimensionais imersivas vão acabar por substituir o vídeo no meio online. Mas, escreve a Bloomberg, os analistas não tiveram mais sorte em relação a este ponto. Os executivos do Facebook recusaram dizer quantas unidades vão ser enviadas ou como poderá mudar a estrutura de custo da empresa.

O Facebook teve o seu maior trimestre em termos de contratação. A maioria dos novos colaboradores entrou para as áreas de investigação e desenvolvimento, que inclui a área de inteligência artificial.