A empresa portuguesa Wit está a criar uma tecnologia para proteger os operadores das ameaças do Google, Facebook e Apple. Esta empresa foi escolhida no ano passado por uma associação mundial do setor das telecomunicações para desenvolver aplicações.
O dispositivo da Wit integra o sistema operativo Android e foi concebido para substituir uma box televisiva tradicional. Uma das diferenças é que os conteúdos que o utilizador quer gravar não ficam no aparelho, mas sim na cloud de servidores do fornecedor do serviço.
Estão já em curso negociações com operadores estrangeiros para a comercialização, algo que poderá acontecer já em 2014.
Luís Silva, fundador da Wit, conta como fez crescer a empresa sem nunca ter pedido dinheiro emprestado. “Somos uma empresa de novas tecnologias com uma contabilidade à antiga, de contas certinhas”, refere o presidente.
A empresa criadora de software para operadores de telecomunicações foi selecionada, em 2012, pela GSMA para desenvolver aplicações para se enfrentar a ameaça dos serviços que permitem comunicar gratuitamente através da Internet, prejudicando as receitas das chamadas de voz e dos SMS.
No final da década de 90, Luís Silva achou que já tinha passado “muito tempo no laboratório” e queria “criar alguma coisa para o mundo real”. Com um grupo de quase uma dezena de alunos e investigadores, começou a desenvolver software para a área das telecomunicações.
Em 2001, por pressão da Vodafone, o grupo acabou por criar a empresa. Mas mesmo antes de nascer, a Wit já tinha receitas asseguradas.
Atualmente a empresa tem já 173 colaboradores, espalhados por escritórios nas cidades de Coimbra, Porto, Lisboa, Leiria e também nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Este ano, a Wit espera faturar dez milhões de euros mas Portugal conta apenas para 20 por cento das receitas.
A fase de internacionalização começou há dez anos, aproveitando o facto de a Vodafone ser um grupo multinacional. Hoje, a empresa trabalha para alguns dos maiores grupos de telecomunicações do mundo, como a francesa Orange, a alemã Deutsche Telekom e a espanhola Telefónica.
Luís Silva diz que “serem escolhidos pela GSMA para criar as chamadas aplicações Joyn pôs a Wit no radar de muitas outras empresas”. A Joyn é uma marca que designa os serviços integrados de comunicações com que os operadores querem combater as ferramentas que permitem comunicar gratuitamente online, como o Skype, o Facebook e aplicações como o Viber e o WhatsApp. Alguns operadores, confrontados com esta ameaça, decidiram vender telemóveis com os seus próprios serviços de comunicação online já instalados.
A Wit acabou de ganhar o prémio PME inovação atribuído pela COTEC.
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