WeTransfer recebe investimento de 25 milhões de dólares

O serviço de envio de ficheiros angariou 25 milhões de dólares e prepara-se para expandir o WeTransfer para o outro lado do Atlântico. Os EUA são o destino apontado para que a marca ganhe reconhecimento em novos mercados.

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Este é o primeiro investimento angariado pelo WeTransfer, serviço já bem conhecido em Portugal por permitir o envio de ficheiros demasiado grandes para serem enviados por e-mail. O investimento de 25 milhões de dólares é da Highand Capital Partners Europe, a única investidora na startup.

O serviço pertence a uma empresa holandesa, sediada em Amesterdão e criada em 2009, mas ainda sem uma expansão muito expressiva fora do continente europeu. O valor angariado terá como propósito essa extensão, nomeadamente ao mercado norte-americano, onde a startup terá como concorrência a Dropbox ou a Box, alternativas bastante enraizadas no país.

No entanto, o WeTransfer poderá encontrar um nicho de mercado ainda desocupado, já que as soluções existentes requerem registo por parte do utilizador ou então apresentam-se como demasiado formais estando, muitas vezes, direcionadas para o campo dos negócios. Já o WeTransfer surge como uma alternativa mais descontraída, intuitiva e sem obrigação de login ou registo.

Com esta abordagem, o serviço holandês regista cerca de 25 milhões de utilizadores ativos mensalmente que partilham 70 milhões de ficheiros por mês. Com o investimento anunciado, a empresa foi avaliada entre os cem e os 200 milhões de dólares, tendo apresentado valores positivos na receita nos últimos dois anos.

O mercado norte-americano é a próxima aposta e a startup já realizou algumas iniciativas com este intuito. Na cerimónia dos Grammys deste ano, o WeTransfer patrocinou a festa de abertura, uma manobra de marketing que pretende promover não só o serviço como a marca.

É isso mesmo que Bas Beerens, CEO e fundador do WeTransfer, explica, afirmando que não estavam à procura de financiamento mas que, após vários contactos ao longo dos anos nesse sentido, perceberam “que existiam oportunidades maiores para crescer como serviço e como marca”.