O evento dedicado à gestão de fraude, revenue assurance e respetivas tendências, foi também marcado pelo tema da transformação digital, a grande nova aposta da empresa. Conforme foi indicado durante a conferência, a WeDo está ajudar os seus clientes a realizar a transformação para o digital, oferecendo produtos de revenue assurance e gestão de fraudes mas, para além da área de telecom onde é mais forte, está a entrar, com a solução RAID, nas área de utilities, retalho e na saúde.
Tony Poulos, Market Strategy Advisor da WeDo Technologies falou dos desafios que a área de revenue assurante coloca, reforçando que “a fraude é algo humano” e como tal, só quando a tecnologia for capaz de aprender a enganar, será possível criar um automatismo que não inclua pessoas a fazer a análise das fraudes. O executivo deu algumas ideias de como os departamentos que tratam a área de garantia de receitas se podem dar a conhecer ao resto da empresa, nomeadamente, o envio de uma Newsletter mensal com os dados mais importantes.
No último dia do evento, Mark Broom, Chair da GSMA Fraud & Security Group, Chris Walters, Board Director da CFCA e Jim Bolzenius, Senior Director Business Development, Fraud Expert da WeDo Technologies discutiram o futuro e as protecções contra fraude nas telecomunicações. Mark Broom falou da segurança em IoT e como está será uma área sensível e Chris Walters deu um exemplo que demonstra bem como devemos ter em consideração todos os dispositivos quando falamos de segurança, “ninguém quer saber se o seu frigorífico foi atacado mas se tiver um cartão SIM instalado e de repente aparecerem várias chamadas internacionais, aí vamos querer saber”. O especialista em fraude da WeDo disse que as equipas que gerem fraudes devem consciencializar os seus clientes para os riscos e alertar para medidas de proteção, considerando que a informação é determinante nas fraudes que acontecem nas telecom. No painel, que foi moderado por Nadine Dereza, discutiu-se, igualmente, a importância da cooperação entre os diferentes operadores de forma a evitar ataques e aprender em conjunto para conseguir impedir novas fraudes. O diretor da CFCA indicou, ainda, que “nenhuma fraude acontece apenas numa rede”, que usualmente são vários os operadores afetados e só a colaboração pode ajudar a ultrapassar esses hacks.
Como uma das novas área de ação da WeDo é a saúde com a solução RAID Healthcare, uma das oradoras foi Tammy Taylor, Director Revenue Cycle, do Hospital Metodista de Henderson. Na sua apresentação, a diretora falou do ataque que a unidade hospital sofreu em Março deste ano e que teve impato em 85.000 ficheiros. Referiu como foi importante terem desligado os computadores infectados com o ransonware Locky e do fato de terem backups ter ajudado a não cederem às exigências dos cibercriminosos . Por outro lado, demonstrou como o ciclo de facturação foi afetado durante os 4 dias em que o sistema esteve em baixo e ficaram sem email, pagamentos e emissão de faturas. A principal mensagem foi “não se acomodem, saibam sempre fazer todos os processos de forma manual e automática” pois nunca se sabe quando a vossa rede vai ser atacada.
A WeDo completou 15 anos de atividade e convidou Paulo Altmayer Gonçalves, um dos fundadores da Oi e um dos primeiros parceiros da WeDo, para, juntamente com Fernando Videira, CFO da empresa portuguesa, conversarem sobre os primeiros passos no Brasil e do plano e da estratégia seguidos ao longo dos anos. O executivo da WeDO falou ainda dos marcos mais importantes para a empresa, como aquisição da Cape Technologies e da Presidium , e dos pontos que considera serem fundamentais para o sucesso da tecnológica: um bom produto, a internacionalização, o fato de não se importarem em correr riscos, a capacidade e qualidade da equipa e o cuidado com os clientes.
Como já foi referido a transformação digital foi um dos pontos fortes da conferência e Sergio Oslé da McKinsey & Company veio a Lisboa falar exactamente disso e de como o digital deve ser a prioridade número das empresas para que consigam sobreviver no futuro. Sergio Oslé referiu que a constante reinvenção de uma empresa e dos seus negócios são chave para a digitalização e falou de alguns exemplos bem sucedidos nesta área como a Nike, o New YorK Times e a GE.
Rui Paiva, o CEO da WeDo Tecnologies, fechou Worldwide User Group & Summit 2016 indicando que a empresa, os seus clientes e parceiros são agora uma comunidade e que devem usar essas relações para crescerem. Deixou também com uma mensagem de agradecimento a todos os que fizeram e participaram no evento que reuniu mais de 55 operadoras de telecomunicações de todo o mundo.
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