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Violência no digital está em crescendo

O Stalkerware, que  permite espiar a vida privada de outra pessoa através de um dispositivo inteligente, afetou mais de 32.000 pessoas em todo o mundo no ano passado.

Juntamente com outras tecnologias, o stalkerware é frequentemente utilizado em relações abusivas.

Dados de um relatório da Kaspersky indicam que existe uma ligação direta entre a violência online e offline, “tornando ainda mais essencial abordar este problema de forma holística”.

O relatório “The State of Stalkerware in 2021” analisa a utilização de stalkerware a nível mundial, com o objetivo de melhor compreender a ameaça que representa.

Também fornece uma análise mais ampla do fenómeno do stalkerware e do abuso de tecnologia, assim como aconselhamento para organizações sem fins lucrativos e potenciais vítimas.

Embora tenhamos testemunhado uma diminuição significativa dos utilizadores afetados a nível mundial em comparação com os dados recolhidos pela Kaspersky desde 2018, e uma redução de 39% em relação aos números de 2020, é importante notar que estas estatísticas representam “apenas a ponta do iceberg”.

Segundo uma estimativa aproximada da Coalition against Stalkerware, a utilização desta tecnologia “poderia aproximar-se de um milhão de casos por ano em todo o mundo”.

Comparando estes dados com os resultados do inquérito de perseguição digital da Kaspersky, é fácil ver “uma ligação entre a violência online e offline”.

Em Portugal, 16% dos inquiridos concorda com a perseguição digital ao companheiro e cerca de 15% acredita que já foi alvo destes abusos.

A mesma correlação foi também encontrada na maioria dos países onde o inquérito foi realizado.

Os stalkers continuam a afetar muitas vítimas em todo o mundo. A Kaspersky identificou utilizadores afetados em mais de 185 países e territórios, sendo a Rússia, o Brasil, os Estados Unidos e a Índia novamente os quatro países com o maior número de utilizadores únicos identificados.

Esta edição do relatório sobre o Estado do Stalkerware fornece também uma visão geral dos países mais afectados a nível regional, com estatísticas Kaspersky para a América do Norte, América Latina, Europa, Médio Oriente e África, Europa Oriental (excluindo países da UE), Rússia e Ásia Central, e a região da Ásia-Pacífico.

Redação Silicon

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