Spam malicioso atingiu máximo de dois anos no terceiro trimestre deste ano

De acordo com o relatório Kaspersky Lab “Spam and Pishing Q3”, 73.066.751 tentativas de ataque com anexos infetados foram bloqueados pelos produtos da empresa, o que representa um aumento de 37% face ao registado no trimestre anterior.
Este é o maior volume de spam malicioso deste o início de sendo a sua maioria ransomware do tipo trojan downloaders. O spam nos emails também aumentou com 6 em cada 10 emails a pertencerem a essa categoria, ou seja, uma percentagem de 59,19%. O mês de setembro registou um valor máximo anual com 61.25% de spam no fluxo global de emails.
“O Spam é geralmente apenas publicidade não desejada, mas também existe um lado mais negro. Os criminosos utilizam o spam para distribuir malware e tirar partido da vulnerabilidade dos utilizadores, convencendo-os a entregar dinheiro e detalhes pessoais. A maioria de emails com spam malicioso durante o trimestre passado continha ransomware, o que reforça ainda mais as provas da crescente epidemia deste tipo de malware. Nós apelamos a que não abram nenhum tipo de anexos suspeitos ou cliquem em links desconhecidos – o website pode estar comprometido – porque qualquer uma destas opções pode resultar na infeção do dispositivo” – afirmou, em comunicado, Alfonso Ramírez, Diretor Geral da Kaspersky Lab Iberia.
Um dos ataques mais populares foi o envio e email com oportunidade de testar produtos, entre eles o novo iPhone 7. As vítimas facultavam os dados pessoais e faziam o pagamento dos portes de envio dos artigos para teste sendo que nunca recebiam nada.
“Este tipo de criminosos utiliza geralmente grandes e novas histórias para enganar as pessoas. O exemplo do iPhone 7 é apenas um entre muitos que foram utilizados no decorrer do trimestre. Aconselhamos as pessoas a estar atentas, a tratar emails desconhecidos com precaução e a assegurar, antecipadamente, que estão a utilizar uma solução de AV confiável,” acrescentou o executivo da Kaspersky Lab Iberia.
Leia o relatório completo do Q3 2016 sobre Spam e Phishing, aqui.