Smart me up, a tecnologia que reconhece emoções

Na nova era de casas inteligentes, o reconhecimento facial será uma funcionalidade incontornável das televisões, campainhas e até dos assistentes robóticos que vão ajudar a cumprir tarefas. E se o software conseguir reconhecer estados de alma?
A Smart me up, uma pequena empresa especialista em reconhecimento facial e análise de imagens, quer aproveitar a explosão do mercado e promete isto mesmo: uma tecnologia que identifica o género, a idade aproximada e o estado emocional da pessoa.
Encontrámos a startup no CES Unveiled deste ano, uma espécie de showcase de ideias e gadgets inovadores da feira CES 2016, que terminou no sábado em Las Vegas. Matthieu Marquenet, um dos responsáveis da empresa, explicou à Bit que a tecnologia da Smart me up extrai imagens de qualquer tipo de câmara e analisa as componentes faciais em tempo real. “A ideia é que qualquer máquina que usamos todos os dias e detete as emoções da pessoa, quem é e o que está a fazer, possa oferecer uma experiência melhor”, diz o responsável.
Exemplos práticos são, por exemplo, a câmara de vigilância doméstica. Quando o filho chega a casa, a câmara reconhece-o e envia uma notificação para o smartphone dos pais. Outra aplicação está na indústria automóvel: a câmara pode reconhecer se o condutor está a fechar os olhos, com sono, e fazer um alerta de segurança.
O software da Smart me up é compatível com qualquer plataforma, mas requer algum poder de processamento, o que justifica que a empresa não venda diretamente ao consumidor – apenas a fabricantes de equipamentos, tanto para soluções direcionadas à casa inteligente como outras na área de reconhecimento facial. Um dos seus clientes, por exemplo, é a Netatmo. Também estão envolvidos na captação e análise de fotos de passaportes.
Uma aplicação óbvia é na videovigilância em tempo real, algo que a Smart me up está a negociar com entidades do segmento. A startup acaba de fechar a sua primeira ronda de financiamento e o objetivo é agora expandir-se “comercial e tecnicamente.” Com sede em Grenoble, França, a pequena empresa tem oito pessoas e está a contratar, pretendendo duplicar os quadros este ano.