De acordo com a pesquisa da empresa de segurança digital, a maioria dos consumidores que atualmente utilizam serviços online diz que pararia de utilizar um site de vendas (60%), do banco (58%) ou rede social (56%) se esse site sofresse uma violação. Já 66% dizem que dificilmente fariam negócios com uma organização que já viveu uma violação na qual as suas informações financeiras e sigilosas foram roubadas.
Um ponto interessante do relatório é que os consumidores colocam de forma consistente a responsabilidade de proteger os seus dados pessoais nas mãos das organizações que hospedam os seus dados – e não em si mesmos.
De acordo com os entrevistados, 70% da responsabilidade de proteger e garantir a segurança dos dados cabe às empresas e apenas 30% da responsabilidade a si mesmos. Contudo, menos de um terço (29%) dos consumidores acredita que as empresas estejam a levar a sério a proteção dos seus dados. Esta constatação ocorre conforme os consumidores se tornam cada vez mais temerosos de que os seus dados sejam roubados, é por isso que 58% acreditam que isso irá acontecer com eles no futuro. Mais de 4,8 mil milhões de registos de dados foram expostos desde 2013, sendo o roubo de identidade o principal tipo de violação de dados, correspondendo a 64% dessas violações.
“Os consumidores claramente decidiram que estão preparados para correr riscos quando se fala da sua segurança, mas se algo de errado acontece, põem a culpa nas empresas”, afirma Jason Hart, diretor de tecnologia e proteção de dados da Gemalto. “O consumidor moderno dá ênfase à conveniência e espera que as empresas lhe ofereçam isso ao mesmo tempo que também mantêm os seus dados protegidos.”
Apesar de estarem mais cientes das ameaças a que estão expostos online, somente um em cada dez consumidores (11%) acredita que não existem por aí aplicações ou sites que representam maiores riscos e, como resultado, não estão a mudar de comportamento:
O estudo verificou que o uso fraudulento de informações financeiras afetou 21% dos consumidores, com outros tendo experienciado o uso fraudulento das suas informações pessoais (15%) e roubo de identidade (14%). Mais de um terço (36%) daqueles que foram vítimas de violação atribui isso a um site fraudulento. Clicar em um link malicioso (34%) e phishing (33%) foram os outros métodos em que os consumidores foram apanhados com mais frequência. Em relação ao assunto “pôr a culpa nas mãos da organização”, mais de um quarto (27%) atribuiu a violação a uma falha nas soluções de segurança de dados da empresa.
A falta de confiança do consumidor pode existir devido à falta de medidas fortes de segurança que são implementadas pelas empresas. Entre os serviços bancários online, as passwords ainda são o método mais comum de autenticação, usado por 84% dos serviços bancários digitais e 82% dos serviços bancários móveis, ficando a segurança de transações mais avançadas em segundo lugar para ambos (50% e 48%, respectivamente). Soluções como a autenticação de dois fatores (43% on-line e 42% móveis) e criptografia de dados (31% on-line e 27% móvel) vêm logo em seguida.
Resultados semelhantes podem ser vistos no âmbito comercial, com apenas 25% dos entrevistados que utilizam contas comerciais afirmando que autenticação de dois fatores é utilizado em todos os as suas aplicações e páginas web, e em redes sociais, com apenas 21% a utilizar a autenticação para todas as plataformas. Apenas 16% de todos os entrevistados admitiram possuir total compreensão de o que é criptografia de dados e o que ela faz.
“Com a ameaça iminente de ações legais contra as empresas por parte dos consumidores, um processo educativo é claramente necessário para mostrar aos consumidores os passos que eles devem dar para protegerem os seus dados”, avisa Jason Hart. “Implementar e educar a respeito de protocolos avançados, como a autenticação de dois fatores e as soluções de criptografia, deverá mostrar aos consumidores que a proteção dos seus dados está a ser levada bem a sério.”
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