Roubo de smartphones diminui devido a sistema de bloqueio

O kill switch da Apple, ferramenta que permite o bloqueio do smartphone, caso haja um assalto, está a fazer com que o número de roubos destes equipamentos diminua. Os resultados são visíveis maioritariamente em Londres mas também em cidades norte-americanas.


O número de roubos de smartphones registou uma queda de 50 por cento em Londres, valores que refletem a eficiência de uma ferramenta desenvolvida pela Apple, conhecida como kill switch. Esta ferramenta permite desligar o equipamento de forma remota, através da utilização de credenciais que comprovem a identidade do dono do smartphone.

Caso o telemóvel seja roubado, o mesmo poderá ser desativado, impedindo o criminoso de aceder às informações nele presentes ou mesmo de o formatar para que possa ser vendido de novo. A cidade onde se verificou uma diminuição maior foi a capital inglesa mas as boas notícias surgem também em algumas cidades norte-americanas, como é o caso de São Francisco, onde o número de iPhones roubados desceu 40 por cento.

Graças à ferramenta da Apple, os roubos de smartphones da marca diminuíram também em Nova Iorque, com uma descida de 25 por cento, no ano que se seguiu ao lançamento do kill switch, no final de 2013. No entanto, a Apple não é a única a desenvolver este tipo de funcionalidades, já que a Samsung e a Google também estão a implementar este tipo de sistema nos seus produtos.

Tendo em conta o sucesso desta funcionalidade, outras empresas estão a apostar no desenvolvimento desta tecnologia como é o caso da Microsoft que deverá lançar, ainda este ano, um sistema operativo para os seus smartphones que inclui esta vantagem.

A justificação para estes números está na perda de valor que atinge o smartphone por ser desligado remotamente, sem possibilidade de recuperação, o que faz com que quem o queira vender posteriormente não consiga um lucro tão proveitoso.

Ainda assim, o sistema não é totalmente infalível, pois alguns deles requerem a ativação da funcionalidade por parte dos utilizadores para que funcione, o que significa que, caso essa definição de fábrica não seja alterada, o smartphone não estará protegido.

Filipa Almeida

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