Reguladores pediram à Coincheck para corrigir falhas

A Coincheck sofreu aquele que foi o maior roubo de criptomoedas do mundo. No total, foram roubados 530 milhões de dólares em tokens. No entanto, antes do roubo, já o regulador japonês tinha pedido à casa de compra e venda para corrigir as falhas na sua rede.

Falhas de segurança nos sistemas da Coincheck foram uma das razões para que a casa de compra e venda de criptomoedas não recebeu aprovação oficial para operar. A Coincheck teve uma licença para operar, mas que esperava registo.

Estas informações chegaram depois de dez oficiais do regulador japonês terem feito uma vistoria surpresa aos escritórios da Coincheck na última sexta-feira de manhã. O objetivo era perceber como é que os hackers tinham conseguido efetuar um dos maiores roubos cibernéticos da história.

Esta inspeção focou-se, também, na compensação aos clientes, condições financeiras e sistema de gestão para a troca, assim como na proteção dos clientes por parte da Coincheck. A empresa afirmou que as moedas virtuais eram armazenadas numa ‘hot wallet’ em vez da mais segura ‘cold wallet’, que opera em plataformas não diretamente conectadas à internet. A Coincheck também não tinha uma camada de segurança extra conhecida como multi-signature system.

No último ano, o Japão tornou-se no primeiro país a regular as compras e vendas de criptomoedas a nível nacional, uma decisão que foi aplaudida por aumentar a inovação e proteger os clientes, em contraste com o encerramento de casas noutros países, como Coreia do Sul e China.

Por outro lado, este roubo mostra as vulnerabilidades a que os oficiais têm de ter mais atenção na regulação das casas de criptomoedas.

Rui Damião

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