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Porque é que a Microsoft comprou a startup Beam

Em causa está um serviço que junta dois mundos importantes: a Beam permite aos cibernautas jogarem enquanto assistem, simultaneamente, ao streaming de jogo de outros. É uma convergência entre assistir ao streaming e jogar. Foi fundada pelo jovem Matt Salsamendi há apenas oito meses e já tem 24 empregados. Neste período de tempo, conquistou 100 mil utilizadores.

“Sediada em Seattle, a Beam evoluiu o streaming de jogos de uma experiência passiva, assiste-e-comenta, para uma com participação em tempo real por parte do espectador, diretamente para o gameplay e transmissão ao vivo”, escreveu o gestor do grupo de gestão de parceiros da Xbox Live, 

É um conceito que o próprio Salsamendi explicou com grande sucesso na competição Startup Battlefield do TechCrunch Disrupt, em maio. A Beam venceu e encaixou 50 mil dólares. No mês seguinte, a organização do investidor Peter Thiel nomeou Salsamendi e o cofundador James Boehm, um jovem de 20 anos, Thiel Fellows — uma distinção que lhes dará 100 mil dólares ao longo de dois anos para largarem os estudos e trabalharem no projeto.

É o que fará Salsamendi e companhia. O jovem irá liderar a Beam a partir de Redmond, sede da Microsoft. O interesse da gigante é óbvio: dar à plataforma Xbox uma vantagem competitiva numa era em que os serviços tradicionais de streaming de jogos não dão aos utilizadores a possibilidade de interagirem.

“Trazer a Beam, a sua premiada equipa e tecnologia inovadora para a família Xbox suporta o nosso compromisso continuado de tornar o Xbox Live mais social e divertido”, sintetizou Chad Gibson. O executivo usou como exemplo o jogo Minecraft: “com a Beam, vocês não se limitam a verem o vosso jogador favorito a jogar, jogam com ele.” Por exemplo, dando-lhe novos desafios em tempo real e fazendo escolhas que afetam o seu jogo. No muito antecipado ‘Sea of Thieves”, os utilizadores poderão ver o drama a desenrolar-se entre duas tripulações distintas a partir de múltiplas perspetivas de jogador.

“Uma das melhores partes da Beam é que é fácil para os ‘streamers’ ligarem a função interativa e personalizarem a sua utilização, e está desenhada para funcionar com qualquer jogo”, acrescentou Gibson.

 

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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