O plano a dez anos de Zuckerberg para o Facebook

Parece uma iniciativa estranha, tendo em conta que a tecnologia evolui mais rapidamente que as previsões conseguem acompanhar, mas a intenção de Zuckerberg foi dar uma visão simplificada do que a empresa entende serem as prioridades na próxima década. Não apenas para o Facebook, rede social, mas principalmente para o Facebook gigante de tecnologia, média e realidade virtual.

A intenção da empresa nos próximos dez anos é “dar a toda a gente o poder de partilhar o que quiserem com qualquer pessoa.” O processo de Zuckerberg tem sido o mesmo em todos os produtos: começa na tecnologia, transforma-se em produto e atinge a forma de ecossistema quando tem escala.

As três grandes áreas de foco serão ligar o mundo (as 4 mil milhões de pessoas que ainda não acedem à internet), inteligência artificial e realidade virtual/realidade aumentada.

 

Facebook

No caso da aplicação e plataforma do Facebook (rede social), as grandes novidades estão no Messenger. Tal como esperado, a empresa vai embeber ‘bots’ baseados em inteligência artificial no serviço de mensagens, criando a Plataforma Messenger. Os programadores podem criar ‘bots’ para interagirem com as pessoas por mensagem nas mais variadas situações, desde o consumo de notícias à encomenda de um vestido ou pedido de suporte. Com 900 milhões de utilizadores, a aplicação standlone do Messenger está a criar um ecossistema próprio.

Vídeos ao vivo

As novidades neste serviço não param de chegar. O Facebook abriu oficialmente o Live API para permitir aos programadores dirigirem o streaming a qualquer aparelho, de qualquer aparelho. A marca de drones DJI é uma das primeiras parceiras neste formato.

Ligar o mundo

“As pessoas não estão ligadas à internet por problemas de conectividade, preço e informação”, sintetizou Zuckerberg. O Facebook quer atacar os três obstáculos, começando com a ligação – está a construir um avião para oferecer internet a partir dele e lançará dentro de alguns meses um satélite para levar internet à Africa sub-sariana.

No que toca ao preço, está a trabalhar com telecoms para tornar o preço dos pacotes de dados mais baratos. Na questão da informação, o foco é explicar às pessoas as vantagens em aceder à internet. Tudo parte do programa Free Basics, que leva internet gratuita (mas limitada a umas dezenas de sites) a 37 países e 25 milhões de pessoas. Apesar dos problemas na Índia e Egito, Zuckerberg disse que esta é a iniciativa de conectividade mais bem sucedida do mundo.

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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