A partir de 2018, carros terão sistema automático de emergência

Foi aprovado, em conselho de ministros dos Transportes da União Europeia, a integração do eCall em todos os veículos motorizados para que os acidentes possam ter respostas mais rápidas. Esta solução consiste num aparelho que envia um sinal de alarme automaticamente para o 112.

Quando os passageiros de um automóvel sofrem um acidente, muitas são as vezes em que todos ficam feridos, perdendo a capacidade de pedir ajuda. Para que este cenário não se repita incessantemente, a partir de 2018, os carros, motas, camiões e afins terão obrigatoriamente um sistema de emergência conhecido por eCall.

A medida foi aprovada, ontem, pelos ministros dos Transportes da União Europeia que decidiram colocar por escrito a instalação do eCall, um aparelho sem fios que liga automaticamente para o 112, número europeu de emergência, em caso de acidente.

O eCall será obrigatório em todos os veículos motorizados produzidos a partir de 2018 e cabe aos fabricantes a responsabilidade de integrar o sistema, de modo a ser gratuito para os consumidores já que no documento emitido pelo conselho, é dito que a nova solução deverá estar acessível a todos e sem quaisquer custos.

Quanto à compatibilidade do eCall, o mesmo está a ser desenvolvido para suportar tanto os sistemas de navegação Galileio como EGNOS. No entanto, os fabricantes terão a liberdade de adaptar os seus veículos a outros sistemas.

O objetivo desta medida é claro: reduzir o tempo de resposta a emergências e diminuir o número de vítimas mortais em todos os países da União Europeia. Para além do alerta automático, o  novo sistema de segurança permitirá ainda a ativação do número de emergência de modo manual.

As questões de segurança dos condutores também foras tidas em atenção e, por isso, o eCall não armazenará os dados sobre a localização do veículo, registando apenas as mais recentes. Os ministros dos Transportes asseguram ainda que nenhuma informação será transmitida a terceiros sem o consentimento do proprietário.

Resta apenas a aprovação desta decisão pelo Parlamento Europeu, votação que deverá ocorrer ainda na primeira metade deste ano e sem alterações previstas. Apesar de entrar em vigor apenas em março de 2018, as infraestuturas e equipamentos terão de estar prontos até 1 de outubro de 2017.

Filipa Almeida

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