Afinal o Galaxy S6 não é bote salva-vidas da Samsung

De abril a junho, a Samsung não conseguiu dar resposta à procura pelo seu telemóvel premium Galaxy S6, o que levou a que as vendas tenham ficado aquém das estimativas, segundo a Reuters.

No entanto, há esperanças de uma recuperação ainda este ano. O vice-presidente da unidade de mobilidade da Samsung, Park Jin-young, acredita que durante o terceiro trimestre o segmento de smartphones da empresa conseguirá aumentar o volume de vendas, face ao período antecedente. Versões do S6 com ecrãs maiores e novos produtos de gama média a baixa estarão no centro desta recuperação.

Durante o segundo trimestre, os lucros da Samsung caíram quatro por cento. Este resultado não agradou aos acionistas, não só pelas razões óbvias, mas também pelo facto de a empresa ter dito que não iria pagar um dividendo de fim de ano, contrariamente ao que aconteceu para 2014, com um montante de 16,8 mil dólares por ação ordinária.

Os lucros operacionais da unidade de dispositivos móveis sofreram uma quebra de 38 por cento no trimestre.

As consultoras de mercado mostram que o mercado global dos smartphones está a perder vigor. Em maio, a IDC revelou que o segmento chinês dos smartphones, considerado o maior e mais fértil do mundo, está a abrandar o ritmo de crescimento, cedendo o lugar a mercados emergentes como o da Índia.

Para acelerar a recuperação, a Samsung antecipou o lançamento do seu Galaxy Note 5, de setembro para agosto. No entanto, especula-se que os novos iPhone, que devem chegar ao mercado em pouco mais de um mês, roubem parte do foco à Samsung, o que colide com as perspetivas avançadas por Park Jin-young, de uma recuperação no terceiro trimestre.

Mas, apesar da prestação menos positiva no campo dos smartphones, a Samsung registou um crescimento favorável no seu segmento de semicondutores.

Procurámos saber se as vendas do Galaxy S6 também sofreram uma quebra em Portugal, mas a subsidiária portuguesa da Samsung disse-nos que não divulga dados relativos às vendas locais.

Leia também : Leiria não existe?
Filipe Pimentel

Formado em Ciências da Comunicação, tem especial interesse pelas áreas das Letras, do Cinema, das Relações Internacionais e da Cibersegurança. É incondicionalmente apaixonado por Fantasia e Ficção Científica e adora perder-se em mistérios policiais.

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