Opinião | CEO, CIO e integrador de tecnologia juntos em direção à transformação digital

A tendência para o futuro próximo é de que a tecnologia impulsione mais o crescimento das empresas e promova mudanças nos seus segmentos de atuação. Segundo pesquisa da Gartner com cerca de 400 CEO e altos executivos, apenas 7% dos entrevistados acreditam que o segmento no qual atuam permanecerá muito semelhante ao atual durante os próximos três anos. Enquanto isso, 84% acreditam que a mudança será moderada ou significativa e 9% acreditam que em três anos estarão a operar em uma indústria quase irreconhecível comparada com a de hoje.

Neste contexto, o CEO necessita aumentar a relevância da área de TI dentro dos negócios. A maioria destes executivos já percebeu que a transformação digital é inevitável e que é melhor atuarem como agentes de mudança do que serem atingidos por uma nova realidade em um futuro não muito distante, e não terem tempo para reagir.

Entretanto, essa não é uma tarefa fácil. O CEO precisa de um braço direito para ajudar a empresa a transformar-se e acompanhar o mundo digital – o CIO. Enquanto o CEO passa a priorizar a tecnologia como ferramenta fundamental para o crescimento da empresa, o CIO passa a exercer um lado mais consultivo, entendendo as necessidades de negócio e contribuindo estrategicamente com novas soluções.

Esse alinhamento, no entanto, conta com um obstáculo. O grande desafio para o CIO e sua equipa é conseguir sair das necessidades operacionais de tecnologia do dia a dia e estar mais próximo do CEO e do negócio. Entender os desafios da empresa e propor soluções inovadoras que agreguem valor ao negócio necessita tempo e conhecimento de novas tecnologias, passando por cloud, IoT, Big Data, Segurança, Hiperconvergência, entre outras.

Assim, é fundamental possuir parceiros de tecnologia que consigam cuidar das necessidades operacionais do executivo de TI. Assim, o integrador pode ajudar em duas frentes. A primeira é assumir partes ou o todo da operação de TI com soluções e serviços proativos que melhoram processos e libertem a equipa para atuar em questões mais estratégicas. E a segunda maneira é apoiar o CIO na procura e montagem de soluções ideais que conduzam a organização à transformação digital. Não basta apenas oferecer um hardware ou um software, mas é essencial que o integrador consiga visualizar o que o negócio precisa e qual conjunto de tecnologia e serviços será melhor para cada segmento de mercado. Só assim o CIO conseguirá focar-se em uma visão mais abrangente dos negócios em conjunto com o CEO.

Mafalda Freire

Colaboradora da B!T, escreve sobre TI e faz ensaios. Esteve ligada à área de e-commerce durante vários anos e é fã de tecnologia, do Star Wars e de automóveis.

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