João César das Neves, economista e professor catedrático da UCP, abriu a sessão “Grandes tendências” no Congresso das Comunicações, que se realiza no Centro de Congressos de Lisboa. Nesta conferência foram debatidas as novas tendências numa perspetiva económica, social e política.
“A substituição dos trabalhos rotineiros por máquinas, o choque tecnológico, cria um grizo social de uma enorme grandeza. Há mesmo quem diga que a crise é devida a esta transformação”, confessa João César das Neves.
Apesar da crise, o economista olha para a área da tecnologia com uma perspetiva positiva: “Estamos a viver o período mais espantoso de sempre. Milhões de pessoas têm sido arrancadas da pobreza nos últimos dez anos”, afirma. “E estamos consequentemente a passar por uma grande transformação económica. Toda a combinação tecnológica, sobretudo das comunicações, tem transformado profundamente o nosso país”, acrescenta João Neves.
Pedro Magalhães, investigador auxiliar do ICS-UL, foi outro dos oradores desta conferência. O investigador centrou-se mais no aspeto político, apresentando dados sobre as perceções e avaliações do sistema político por parte dos portugueses, assim como o envolvimento e comportamento político.
“A percentagem de portugueses que confiam no governo e no parlamento tem descido muito nos últimos anos”, diz Pedro Magalhães, adiantando que a confiança na Comissão Europeia, sobretudo a partir de 2009, “conheceu uma descida significativa”.
O orador apresentou ainda dados sobre a opinião pública sobre a União Europeia, sobre o Euro e sobre a autoridade política, económica e financeira.
Num gráfico mostrado sobre o interesse pela política, foi notável a grande falta de interesse dos portugueses, colocando Portugal abaixo da média europeia. “Nota-se um declínio brutal do interesse dos portugueses sobre a política. Estamos no ponto mais baixo da relação subjetiva dos cidadãos com o sistema político”, revela o investigador.
Marcelo Rebelo de Sousa, Professor catedrático na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e jurisconsulto e político português, encerrou esta sessão. A ideia básica que o professor deixou no seu discurso foi o facto de as transformações rapidíssimas que estamos a passar em termos sociais são muito mais lentas na política. “Estamos politicamente ainda muito atrasados”, afirma o professor.
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