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Netflix completa migração total para a nuvem

O vice presidente de engenharia de plataformas da Netflix, Yury Izrailevsky, escreveu no site de média da empresa que essa fase final levou algum tempo porque era necessário um caminho “durável e seguro” de transição. No total, foram precisos sete anos para completar o processo de migração para a nuvem. Os últimos centros de dados usados pelo serviço de streaming foram desligados em janeiro.

Uma nota importante é que a marca tem hoje oito vezes mais utilizadores do que tinha quando começou essa migração, motivada por um apagão de três dias na sua base de dados que suspendeu o serviço de envio de DVDs. “Foi aí que percebemos que tínhamos de nos afastar de pontos de falhas individuais escalados verticalmente para sistemas distribuídos, altamente fiáveis e escalados de forma horizontal”, explica o responsável no artigo. A maioria dos sistemas foi migrado antes de 2015, e o motivo pelo qual demoraram sete anos foi a decisão de abordar os novos sistemas de forma nativa para a nuvem, em vez de simplesmente agarrar em tudo o que havia e despejá-lo na AWS. Os detalhes desta escolha podem ser lidos no artigo publicado pelo executivo.

Nele, Yury nota que a expansão da Netflix para mais 130 países em janeiro só foi possível devido à “elasticidade da nuvem”, que permite adicionar milhares de servidores virtuais e petabytes de armazenamento em matéria de minutos.

“Dependemos da nuvem para todas as necessidades de computação escalável e armazenamento – a nossa lógica de negócio, bases de dados distribuídas, analítica e big data, recomendações, transcodificação, e centenas de outras funções”, descreve o responsável.

Ainda assim, Yury sublinha que houve alguns obstáculos. Por exemplo, um apagão na véspera de Natal de 2012 que deixou os assinantes do serviço à beira de um ataque de nervos. “As falhas são inevitáveis em qualquer sistema distribuído de larga escala, incluindo um baseado na nuvem”, refere. “No entanto, a nuvem permite-nos construir um serviços altamente fiáveis com componentes falíveis mas redundantes.” O executivo indica que a introdução de princípios de redundância e degradação graciosa, complementada por exercícios de simulação, torna possível “sobreviver a falhanços na infraestrutura da nuvem e dentro dos nossos próprios sistemas sem impacto na audiência.”

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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