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Mercado de wearables cresce quase 40% em 2016

Os relógios inteligentes e as pulseiras de fitness são a principal força motora no segmento dos wearables, mas não a única. A IDC refere que o mercado será impulsionado também pela proliferação de novos produtos, com usos diversificados, e espera que em 2020 sejam vendidos 237,1 milhões destes dispositivos “vestíveis”.

Este ano, os consumidores vão comprar cerca de 100 milhões de relógios e pulseiras inteligentes, um salto de quase 30 milhões de unidades em relação a 2015. Outros formatos, como vestuário, óculos e auscultadores inteligentes chegarão a 9,8 milhões de unidades, mais que duplicando a sua quota nos próximos quatro anos.

O analista Jitesh Ubrani sublinha que os relógios inteligentes como o Apple Watch e dispositivos Android Wear vão dominar as atenções, mas serão apenas um quarto de todos os wearables em 2016, passando a um terço em 2020. O próximo passo está nos híbridos: “Está na hora de começar a pensar em relógios mais inteligentes, relógios tradicionais com algum tipo de monitor de fitness ou sono desenvolvidos por relojoeiros clássicos”, explica Ubrani. “Estes aparelhos têm o potencial de tornar a tecnologia invisível ao mesmo tempo que se integram nas atividades do dia a dia.” As vantagens para estas marcas é que não têm de criar um ecossistema de aplicações e podem apelar a um segmento mais alargado da população.

A guerra nas plataformas

O watchOS da Apple e o Android Wear da Google já dominam o mercado e vão continuar a ganhar saliência. O watchOS, que este ano apanha 49,4% do mercado, deverá crescer 22% ao ano até 2020. Vai sofrer uma redução da quota para 37,6%, mas a IDC projeta que a Apple se mantenha na liderança.

O Android Wear aparece em segundo, com 21,4% e cada vez mais fabricantes a usar a plataforma. Ainda assim, a IDC prevê que os relógios inteligentes Android se vão manter num nicho em relação ao mercado total e serão provavelmente relegados para mercados emergentes.

A terceira maior plataforma nos relógios inteligentes será RTOS – Real-Time Operating System: sistemas proprietários capazes de correr aplicações de terceiros. O motivo é o impulso dos fabricantes chineses, com o apelo dos preços baixos apesar da experiência de utilizador menos atrativa.

O Tizen, da Samsung, tem agora 11,3% de quota e vai reduzir para 6,6%, em especial pelo ecossistema de aplicações reduzido. Se a marca conseguir sinergias com os seus outros dispositivos, então poderá ameaçar seriamente o Android Wear.

A IDC refere ainda relógios baseados em Linux, com maior adesão no Japão e Ásia/Pacífico, e o Pebble OS, que em 2016 terá 7% de quota.

“Esperamos ver grandes mudanças, com relógios inteligentes que realmente parecem relógios, interfaces que são mais fáceis que gestos e deslizar de dedos, aplicações que rivalizam com as dos smartphones, e ligações às redes, sistemas e outros aparelhos”, projeta Ramon Llamas, analista da equipa de wearables da IDC. “Isto colocará pressão nas plataformas de relógios inteligentes para que se desenvolvam mais do que estão hoje.”

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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