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Mercado de Big data e analítica vai crescer 50% até 2019

Os dados indicam que mais de metade das receitas do negócio de big data e analítica mundial serão provenientes de serviços, sendo que os serviços de TI vão gerar três vezes mais que os serviços de negócio.

A segunda maior categoria será a de software, com um total de 49 mil milhões de euros em receitas dentro de três anos Cerca de metade destas receitas virá da aquisição de ferramentas de  End-User Query, Reporting e Analítica e Gestão de data warehouse. Os gastos com hardware também vão crescer para perto de 25 mil milhões.

As grandes empresas, com mais de 500 empregados, serão as principais responsáveis pelo impulso das oportunidades em big data e analítica, gerando mais de 125 mil milhões de euros em 2019. No entanto, o relatório nota que as pequenas e médias empresas vão dar um contributo significativo para a expansão do mercado, representando um quarto das receitas mundiais.

“As organizações que consigam aproveitar a nova geração de soluções de analítica podem alavancar a transformação digital para se adaptarem às mudanças disruptivas e criarem diferenciação competitiva nos seus mercados”, analisa o vice presidente do grupo de Analítica e Gestão de Informação da IDC, Dan Vesset. “Estas organizações não automatizam apenas processos existentes, tratam os dados e a informação da mesma forma que tratariam outros ativos valiosos, usando uma abordagem focada na extração e desenvolvimento do valor e utilidade da informação”, acrescenta.

Segundo a IDC, as indústrias onde existem as maiores oportunidades são Produção Discreta (20,3 mil milhões em 2019), Banca (20 mil milhões) e Produção por Processos (15 mil milhões). Quatro outras indústrias, Governo, Serviços Profissionais, Telecomunicações e Retalho – vão gerar receitas superiores a 9 mil milhões em 2019.

As indústrias que vão experimentar o crescimento mais acentuado serão a das Utilities, matérias-primas, Saúde e Banca. Quase todas as indústrias analisadas vão crescer mais de 50%, sublinha a IDC.

“Não há dúvida de que a big data e analítica podem ter um impacto considerável em praticamente todas as indústrias”, salienta a diretora do programa de Customer Insights and Analysis Jessica Goepfert. “A sua promessa reflete a pressão para melhorar as margens e o desempenho, ao mesmo tempo melhorando a resposta e deliciando os clientes e os potenciais clientes”, refere. “As organizações que olham para a frente viram-se para esta tecnologia de forma a obterem melhores decisões, com base em dados.”

A Europa Ocidental será o segundo maior mercado de big data e analítica, a seguir aos Estados Unidos.

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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