Mercado de assistentes digitais atinge 2 mil milhões em 2020

Dentro de quatro anos, prevê o documento, 3,3% de todos os lares do mundo terão um aparelho deste estilo. O Echo da Amazon é um dos melhores exemplos de hardware para assistentes digitais pessoais, sendo que a empresa lançou recentemente novas versões, incluindo o Echo Dot (na foto). Hoje, há a expectativa de que a Google lance um concorrente, o Home com Google Assistant.

“No ano passado, o mercado de VPA consistiu essencialmente em gastos no Amazon Echo, um dispositivo doméstico sem fios com microfones para captar e responder a comandos de voz dos utilizadores para o VPA da Amazon, Alexa”, revela Ranjit Atwal, diretor de pesquisa da Gartner.

“Em 2020, produtos da concorrência e implantações de terceiros de assistentes digitais líderes (Google Assistant, Apple Siri e Microsoft Cortana) terão disparado”, prevê o analista.

Os VPA permitem que vários dispositivos sejam instalados em casa. O valor do aparelho, diz a Garner, vem da facilidade de utilização e o modelo de interação intuitivo e natural. Se o seu valor for reconhecido por todos os membros da família, haverá o desejo de aceder ao terminal em todas as divisões da casa, não apenas numa.

“Um número significativo de lares poderá assim ter mais que uma unidade, ou talvez mesmo uma por divisão”, diz Atwal. “Com formatos mais compactos, redução do preço ao longo dos anos e potencialmente modelos subsidiados, esperamos que 75% dos lares com VPA terão um dispositivo, 20% tenham 2 e 5% tenham três ou mais em 2020.”

O problema dos assistentes digitais de hoje é que são limitados em relação ao vocabulário e contexto, mas isso irá melhorar. Isto porque a interpretação semântica da palavra falada, o contexto da expressão vocal e a entrega de uma resposta substantiva ainda requerem otimização, avisa a Gartner.

A consultora espera que, dentro de quatro anos, a interação com linguagem natural seja satisfatória. Isso melhorará a adoção de VPA, especialmente em aplicações comerciais.

“A adoção generalizada e proliferação dos VPA pode resultar num número significativo de compras online sendo feitas através desse aparelho, em vez de um computador ou smartphone”, prevê Atwal. “Os fabricantes que conseguirem criar um relacionamento íntimo e familiar com o utilizador poderão contextualizar a compra de tal forma que produtos preferidos serão sugeridos e os detalhes de pagamento já incluídos.” Ou seja, isso levará a maior propensão para fazer compras online e diminuir as dificuldades da transação – precisamente o que a Amazon pretende com o Echo e Alexa.

 

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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