Mark Zuckerberg nega influência do Facebook na vitória de Trump

Isto após fortes críticas de analistas e jornalistas, dada a polarização que se vem afirmando nas redes sociais e o efeito de “bolha” que o Facebook cria – o algoritmo favorece a interação quase exclusiva com outros utilizadores e media com posições similares, o que reforça as ideias que a pessoa já tem. A diversidade outrora garantida por uma pluralidade de opiniões foi sendo enviesada na era do Facebook e Twitter.

Na sua conta, Zuckerberg escreveu que a missão da rede é dar voz a todas as pessoas. “Após as eleições, muita gente tem perguntado se as notícias falsas contribuíram para o resultado, e qual nossa responsabilidade na prevenção da disseminação de notícias falsas”, notou o CEO da empresa.

“De todo o conteúdo no Facebook, mais de 99% do que as pessoas veem é autêntico. Apenas uma pequena porção são notícias falsas e hoaxes”, garantiu. Zuckerberg disse que esses “mitos” fabricados não são um exclusivo de uma área política, e como tal é muito improvável que tenham modificado o resultado das eleições.

Ainda assim, o executivo disse que o Facebook lançou uma iniciativa para permitir que a comunidade denuncie notícias falsas.

O problema, notou, é que identificar a verdade é complicado. Algumas notícias falsas podem ser factualmente desmentidas, mas muitas peças baseiam-se em fatos reais só que reportados com algumas imprecisões. Noutros casos, trata-se de opiniões, o que não deve ser denunciado só porque não se concorda com elas.

“Estou confiante de que poderemos encontrar meios de ter a nossa comunidade a mostrar que conteúdos são mais importantes, mas acredito que temos de ser muito cautelosos para não nos tornarmos árbitros da verdade.

Zuckerberg prometeu ainda novidades sobre o News Feed em breve, dizendo que está orgulhoso pelo papel que o Facebook teve na eleição e pelo diálogo que gerou. Apesar de o resultado ter sido chocante para muita gente, o CEO escreveu que acredita na bondade das pessoas – e essa crença levará a melhores resultados a longo prazo.

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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