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Laboratórios Fujitsu: a incubadora da inovação

É em Kawasaky, a cerca de 18 quilómetros de Tóquio, onde se situa o mais importante laboratório da Fujitsu no mundo. Em termos globais, a empresa nipónica tem mais três instalações dedicadas exclusivamente à Investigação e Desenvolvimento. As unidades dos Estados Unidos (Texas), da China (Pequim) e do Reino Unido (Londres) empregam em conjunto 230 pessoas enquanto o laboratório de Kawasaky, sozinho, tem cerca de 1200 funcionários.

Estes laboratórios são, na prática, uma subsidiária, com orçamento dedicado fornecido pela casa mãe e com um presidente em exclusivo, Hideyuki Saso. Com um orçamento anual que ronda os 214 milhões de euros, a missão destes laboratórios é basicamente conduzir o crescimento do grupo Fujitsu através da tecnologia. Ou seja, é aqui que são esclarecidas as direções que a tecnologia e o negócio vão seguir, assim como são aqui definidas e promovidas as estratégias de tecnologia.

A estratégia de atuação é, digamos, tripartida. Por um lado, cerca de 30% dos recursos são aplicados em investigação para ser comercializada a curto prazo. Ou seja, é um tipo de pesquisa diretamente ligada ao negócio e claramente definida para a comercialização.

Metade do orçamento é gasto no que a empresa apelida de investigação avançada. Masayuki Kato, responsável pelo planeamento e estratégia de I&D dos Laboratórios Fujitsu, explicou à comitiva que visitou o local que esta é a pesquisa que irá criar novos negócios ou expandir ou melhorar a competitividade dos negócios existentes.

Os restantes 20% do orçamento é aplicado a tecnologias, digamos, do futuro. “Sementes” que vão sendo plantadas e que, mais tarde, são materializadas em tecnologias inovadoras e revolucionárias.

Aliás, destes laboratórios saem basicamente todas as tecnologias que incorporam o portfólio da Fujitsu. Em Kawasaky é possível ver algumas destas tecnologias implementadas em equipamentos experimentais, como por exemplo o mais pequeno e mais fino sensor biométrico de autenticação por veias, os últimos desenvolvimentos na tecnologia de reconhecimento por imagem ou um delicioso ursinho de pelúcia que, sendo basicamente um robot, foi concebido para ser amigo das pessoas, reagindo às suas carícias, pedindo mimos e criando afeto. Aliás, assustadoramente criando afeto. Uma tecnologia que não estando ainda a ser comercializada pode vir a ser fundamental quando aplicada a idosos ou crianças.

Susana Marvão, em Kawasaky

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