IoT é a principal fonte de risco para operadores de telecom

A WeDo Technologies reuniu, no seu WeDo User Group anual  (WUG18), alguns dos profissionais mais influentes e estrategas da área de gestão de risco na indústria de telecomunicações, sob o tema “Hidden Risks”. 

Os presentes quando questionados sobre qual seria a disrupção tecnológica que pudesse ser a maior fonte de risco para a Indústria das Telecomunicações, os resultados foram claros: 79% apontou a Internet das Coisas, como disrupção de negócio com capacidade de disseminação de novos riscos. Seguiu-se a Inteligência Artificial, com 13%,  sendo uma tecnologia que, apesar de poder aumentar a eficácia do combate à fraude, tem potencial para tornar os esquemas de fraude mais criativos e sofisticados.

Um dos grandes  temas da conferência, foi o facto da Internet das Coisas (IoT) já ser uma realidade. Insights de dados recolhidos de vários dispositivos conectados são atualmente usados em vários setores para aumentar a produtividade, resolver problemas,criar novas oportunidades de negócios e potenciar a eficiência operacional. Mas há também uma série de riscos inerentes que obrigam as empresas do setor e/ou de serviços públicos a desenvolver novas estratégias para mitigar e gerir riscos emergentes de segurança e fraude.

Foi também percetível a mudança de perspectivas entre 2017 e 2018. 43% apontaram a fraude de subscrição e identidade como a prioridade a ser endereçada pelos departamentos de risco dos operadores. No ano passado, apenas 2% escolheram essa opção, o que comprova a maior preocupação nos casos de phishing que têm vindo a público nos últimos meses.

A fraude de subscrição apesar do enorme controle existente é real e, cada vez, mais frequente. Vários estudos apontam a perda anual de fraude entre 3 e 8% da receita anual. Os últimos relatórios do setor apresentam perdas por fraude de subscrição na ordem dos 5,22 bilhões de dólares, que representam cerca de 40% de todas as perdas. Esse, é sem dúvida, o maior tipo de fraude do momento, daí ter sido referido por 43% da audiência.

Ficou também clara a preocupação dos operadores com o seu papel na cadeia de valor e com a identificação de novos modelos de negócio, para lá das suas linhas tradicionais. Interrogados sobre qual a posição que iriam ocupar na cadeia de valor de IoT, 57% afirmaram que o seu papel iria além de simples fornecedores de conetividade, posicionando-se também na entrega de plataformas agregadoras de dados, bem como no desenvolvimento de aplicações finais de IoT.

Já a adoção de soluções de gestão de risco baseadas em Cloud permanece uma oportunidade, com vários projetos de cloudificação da oferta discutidos durante o evento, apesar de uma grande parte dos operadores ainda não terem um plano claramente definido para todo o seu panorama aplicacional. Quando interrogados, 24% estão neste momento a analisar ou a utilizar já uma solução de Cloud, enquanto que 42% não sabem quando é que a sua empresa fará esta adoção.

João Miguel Mesquita

Desde 1998 que está diretamente ligado às TI. Tendo desenvolvido a sua atividade profissional em projetos como Portugalmail, IOL (Grupo Media Capital), Terravista (Grupo T -Deutsche Telekom) , e Jornal Digital do Norte. Estudou Direito na Universidade Autónoma de Lisboa. É COO e Editor-inChief do Grupo Netmediaeurope/America no Brasil e Portugal. Gestor de projetos e-business, e editor. É um entusiasta do impacto das TI nas industrias criativas.

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