Investimento em TI vai crescer apenas 0,3% este ano

O novo relatório da Gartner ‘Worldwide IT Spending Forecast’ indica que o mercado não regressará a níveis de investimento de 2014 até quase ao final da década. “Em 2015 foram gastos menos 216 mil milhões de dólares [198 mil milhões de euros] em tecnologias de informação que em 2014, e os níveis de gastos de 2014 não serão ultrapassados até 2019.”

No ano passado, só o segmento de data centers cresceu, 1,8%. Este ano, a consultora prevê um maior crescimento para estes sistemas (3%) e uma boa recuperação no software, que subirá 5,3%, e dos serviços de TI, mais 3,1%.

Em sentido descendente mantêm-se as áreas de dispositivos (-1,9%) e serviços de comunicações (-1,2%). Esta é a previsão da Gartner, por segmento:

  1. Data Centers: 160 mil milhões de euros (+ 3%)
  2. Software: 300 mil milhões de euros (+ 5,3%)
  3. Dispositivos: 588 mil milhões de euros (- 1,9%)
  4. Serviços de TI: 862 mil milhões de euros (+ 3,1%)
  5. Serviços de comunicações: 1,33 biliões de euros (- 1,2%)

“O mercado dos servidores tem assistido a uma procura mais forte que o esperado”, nota a Gartner, prevendo que assim continue durante o ano. A consultora também refere que a deterioração das condições económicas em mercados emergentes como o Brasil “teve poucos efeitos nas previsões de gastos em TI em software empresarial, que vai chegar aos 326 mil milhões de dólares [300 mil milhões de euros].”

Pelo contrário, a contração nos dispositivos – desde smartphones a computadores, tablets e impressoras – vai manter-se, com um declínio para 588 mil milhões de euros. “A combinação de condições económicas que impedem países como a Rússia, Japão e Brasil de regressarem ao forte crescimento, em conjunto com uma mudança na compra de telemóveis para unidades low-cost, é sobrecarregada por uma fraca adesão aos tablets em regiões onde se esperava crescimento”, reporta a Gartner.

De todos os segmentos analisados, o que se destaca em termos de volume é o dos serviços de comunicações, que atingirá 1,33 biliões de euros. Mas aqui, as coisas não estão a subir: “o segmento será afetado pela abolição dos custos de roaming na União Europeia e partes da América do Norte”, indicam os analistas. “Embora isto vá aumentar o tráfego de chamadas e dados, não será suficiente para contrabalançar a perda correspondente de receitas.”

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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