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Impressora 3D portuguesa Beethefirst tem novas versões

Originalmente lançada há dois anos, a Beethefirst suporta agora mais materiais, adicionou uma versão Plus e outra para os ‘makers’, os utilizadores que querem montar eles próprios a impressora. No BeeSoft, a novidade é o suporte à RealSense da Intel, que permitirá fazer scans 3D com os portáteis que tiverem a tecnologia.

Estas são as novidades que a Beeverycreative está a apresentar em várias feiras de tecnologia pelo mundo, um roteiro que começou pela CES 2016 em Las Vegas. Francisco Mendes, cofundador e diretor de inovação da da Beeverycreative, diz à Bit que “os novos produtos estão a entrar muito bem” e que as vendas já sustentam o crescimento da startup, embora estejam à procura de uma nova ronda de investimento.

“É uma impressora universal, já estamos na Europa, Austrália, Nova Zelândia e estamos a começar a ter distribuidores no Dubai”, indicou. A versão para o mercado dos ‘makers’, HelloBeePrusa, “é para um segmento diferente, para quem gosta de montar e afinar as impressoras”, que custa apenas 529 euros. A versão normal custa 1299 e a Plus 1449 euros.

Com 32 pessoas, a Beeverycreative não pretende abrir escritórios fora de Portugal, mas sim alargar a rede de distribuição. “Queremos aumentar o nosso impacto no mercado norte-americano, queremos uma rede de distribuição maior. Temos a capacidade de desenvolver as tecnologias e fabricá-las em Portugal, mas uma das partes difíceis é mesmo a distribuição”, explica Francisco Mendes.

Outra questão é a criação do mercado. A Beethefirst é uma impressora doméstica e os custos do material de impressão são baixos – cada bobine com 330 gramas de material custa 9,90 euros e permite imprimir um grande volume de peças. “O utilizador tem de perceber como usa e porque é que usa”, adianta o executivo. “Já tenho resolvido problemas com botões que se partem em eletrodomésticos. As rodas da minha máquina de lavar loiça partiram-se e estive com a minha filha de sete anos a ensiná-la a desenhar. Ela ajudou-me a imprimir”, conta, para exemplificar a facilidade de utilização da Beethefirst.

Biomateriais

O mesmo responsável diz que é possível que a Beethefirst venha a suportar biomateriais, uma área que está a suscitar muito interesse na área da impressão 3D. “Temos Investigação e Desenvolvimento de produtos comerciais e um departamento de inovação que pretende olhar para parcerias para trabalhar com outras entidades e tecnologias, e estamos a fazê-lo”, acrescentou.

Ana Rita Guerra

Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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