Governo do Reino Unido adopta ODF e PDF para documentos

Num anúncio feito pelo Cabinet Office do Reino Unido foram divulgadas as normas abertas (open standards) que passarão a ser adoptadas pelo Governo para partilha e visualização de documentos, anunciou a ASOP, Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas.

open source

O ODF passa a ser o formato exigido para documentos partilhados ou de trabalho nas entidades governamentais e o cumprimento desta norma é agora um dos requisitos do software a adquirir por estes organismos. Entre as normas abertas indicadas estão também os formatos PDF/A e HTML, para visualização e partilha de documentos governamentais.

Segundo a ASOP, quando a implementação destas normas abertas estiver concluída:

– os cidadãos, empresas e ONG vão deixar de necessitar de especialistas de software para abrir ou trabalhar com documentos governamentais;

– as pessoas que trabalham no governo poderão partilhar e trabalhar com os documentos no mesmo formato, reduzindo os problemas de mudança entre formatos;

– as entidades governamentais poderão escolher as soluções técnicas e financeiramente mais adequadas às suas necessidades, sabendo que os seus documentos funcionarão dentro e fora do governo.

A decisão agora anunciada é a 4ª das 5 fases definidas para a adopção de Normas Abertas pelo Governo do Reino Unido. “Segue-se, por último, a fase de implementação que corresponde ao acompanhamento e monitorização das medidas definidas, encorajando-se a contribuição pública para a identificação de situações irregulares em que as normas abertas adoptadas não estejam a ser utilizadas”, lê-se no comunicado da ASOP.

Esta resolução é o culminar de um longo processo de decisão assente numa consulta pública que contou com mais de 500 contribuições. Segundo, Mike Bracken, o diretor executivo do serviço digital do governo britânico, “Esta participação tornou clara a importância da escolha sobre a forma certa para publicação de documentos. A utilização de normas abertas significa que as pessoas vão deixar de ter custos que lhes são impostos na visualização ou no trabalho com a informação do governo. (…)”