Google obrigada a bloquear acesso a fotos comprometedoras de Max Mosley

Um tribunal alemão ordenou que a Google bloqueasse os resultados de pesquisa na Alemanha que coincidissem com o antigo presidente da Federação Internacional de Automobilismo Max Mosley.

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O tribunal referiu na sexta-feira que, embora a Google não tenha tirado as fotos, foi a responsável por distribuir e difundir as imagens. “O tribunal é da opinião que as fotos proibidas do autor violaram gravemente a esfera privada, já que mostram Mosley em poses impróprias”, referiu o tribunal.

A decisão vem dois meses depois de um tribunal francês ter ordenado à Google que encontrasse uma maneira de remover as imagens de Mosley, que foi fotografado em 2008 numa festa descrita pela comunidade internacional como indecente para a imagem do antigo membro da Federação Internacional de Mobilismo.

Num comunicado feito recentemente, a Google afirmou que já tinha removido várias páginas sobre Max Mosley, contudo vai recorrer da sentença. “Pode significar que os provedores de Internet são necessários para monitorizar ainda menores componentes de conteúdo que eles transmitam ou armazenem para os utilizadores. Nós acreditamos que isto é contrário ao direito europeu e, por isso, vamos recorrer”, respondeu um dos porta-vozes da Google.

A decisão constitui mais um revés na política da Google, que tenta a todo o custo defender uma postura global em que o motor de busca é meramente uma plataforma que oferece links para conteúdo e não deve ser responsável pelo policiamento mundial.