“Direito a ser esquecido” ou a esconder imoralidades?

A Google está perto de divulgar uma ferramenta automatizada que removerá as hiperligações dos seus resultados de pesquisa, caso um indivíduo envolvido nesses links fundamentadamente apresente razões que justifiquem a eliminação. Esta revelação vem no encalço de um decreto da União Europeia que estipulou que os utilizadores têm o “direito a ser esquecidos”.
Ao que parece esta ferramenta ajudará a Google a “peneirar” os pedidos verdadeiros dos que não têm qualquer fundamento racional, o que se tornará numa funcionalidade de extrema importância, visto que, depois da decisão da União Europeia, a Google espera nos próximos tempos uma enorme vaga de pedidos de remoção de hiperligações.
Tudo isto foi originado por um decreto do Tribunal Europeu de Justiça que estipulou que um cidadão espanhol tinha o direito de ver obliterados dos resultados de pesquisa da Google links para páginas que expunham as dificuldades financeiras que passou na década de noventa.
Embora os legisladores tenham criticado o precedente aberto pelo decreto, sabe-se agora que a Google está prestes a apresentar uma ferramenta que a ajudará nos tempos vindouros.
A Googla profetizou já que será inundada por pedidos para eliminação de hiperligações e que vai ser dificil lidar com essa torrente. “Isto será logisticamente complicado, por causa da variedade de idiomas envolvidos e da necessidade de uma análise cuidadosa”.
Entre aqueles que exigiram já que fossem eliminadas hiperligações dos resultados de pesquisa do motor de busca, encontram-se políticos que, procurando ser re-eleitos, querem que sejam eliminados registos de atividades menos corretas enquanto em mandatos anteriores. Ainda um molestador de menores abordou a Google para que fossem eliminadas hiperligações referentes a relatos de processos judiciais em que estivera envolvido.
O que estes “exemplares” indivíduos parece que não entenderam é que as remoções são somente aplicáveis aos links, não às próprias páginas.