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Gartner estima que serão vendidos cerca de 3 milhões de drones em 2017

De acordo com a consultora, apesar desta ser uma área com fortes regulamentações governamentais, a popularidade destes equipamentos está em alta e são esperadas receitas globais de 6 mil milhões de dólares em 2017, um aumento de 34% face ao ano anterior, podendo chegar a  11,2 mil milhões de dólares até 2020.

No entanto, segundo os analistas da Gartner, o segmentos pessoal e comercial são muito diferentes e como tal, terão ritmos e comportamentos distintos. Os drones para uso comercial possuem mais horas de autonomia de voo, sensores e controladores de voo extras para torná-los mais seguros e são mais caros que os drones de uso pessoal.

O mercado de drones comercias está a estabilizar e as empresas estão agora a implementar essa tecnologia em quase todas as indústrias, nomeadamente no mapeamento, inspeção industrial, auxílio aos serviços de emergência e entregas.

Mas há uma aproximação dos dois mundos. “Os mercados de drones para uso comercial e pessoal sobrepõem-se cada dia mais, uma vez que dispositivos pessoais de baixo custo estão a ser usados para fins comerciais. Os fabricantes de drones para uso pessoal estão a posicionar os seus produtos de forma mais agressiva no setor comercial. Avanços recentes na tecnologia estão a acabar com essa segmentação e a permitir que os drones para uso pessoal sejam usados para funções como vigilância, modelagem e mapeamento 3D”, explica Gerald Van Hoy, Analista de Pesquisas do Gartner.

Na agricultura, que já foi considerada o maior mercado de drones para uso comercial, a consultora estima que o crescimento será reduzido até ao final da década, na ordem dos 7%. Isso deve-se, principalmente, ao baixo retorno sobre o investimento.

A Gartner também estima que o segmento de inspeção dominará 30% do mercado de drones comerciais até 2020 sendo que os drones de entrega só terão impacto daqui a muitos anos.

“Esse tipo de drone será impactado por questões logísticas, como o tempo necessário de retorno do dispositivo ao ponto de origem após a entrega, e representará menos de 1% do mercado comercial até 2020. Acreditamos que os drones de entrega serão utilizados primeiramente em um nicho de aplicações B2B (business to business), muito provavelmente para serviços internos em empresas onde a logística não esteja entre as principais prioridades”, acrescentou o analista.

Mafalda Freire

Colaboradora da B!T, escreve sobre TI e faz ensaios. Esteve ligada à área de e-commerce durante vários anos e é fã de tecnologia, do Star Wars e de automóveis.

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