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Gartner aponta as tendências para a segunda década da computação em nuvem

A computação em Nuvem conduziu a um processo de disrupção no ambiente de TI e está a entrar, agora, numa fase de maturidade sendo parte integrante em todos os processos de transformação digital. Na última década, esta “inovação mudou as expectativas e competências do departamento de TI e agora é um catalisador necessário para o desenvolvimento em toda a empresa”  indica a Gartner que refer ainda que esta tecnologia ainda está dependente de mitos criados à sua volta, nomeadamente ao nível da segurança.

“Ao entrar na sua segunda década, a computação em Nuvem torna-se cada vez mais uma ferramenta para as empresas digitais da próxima geração e para soluções mais ágeis, escaláveis e flexíveis. Os CIOs e outros líderes de TI precisam adaptar as suas estratégias continuamente para aproveitar todos os recursos que a Nuvem pode oferecer”, indica, em comunicado, David Mitchell Smith, Vice- Presidente e Fellow do Gartner.

Durante a década passada, a computação em Nuvem amadureceu em vários aspectos. Atualmente, a maioria das análises de segurança indica que a cloud tradicional é mais segura do que a TI in loco. Além disso, os serviços em nuvem frequentemente são mais completos em termos de funcionalidades e os fornecedores desse segmento já oferecem opções para migração.

A cloud é uma fonte de inovação e está a ser adotada, por várias empresas, como suporte aplicacional e para o design de produtos, sendo que, existem casos, que que algumas inovações apenas estão disponíveis através da nuvem. Exemplos disso são a Internet das Coisas e a Inteligência Artificial.

Com a pressão cada vez maior para a migração para a nuvem, cada vez mais empresas estão a criar estratégias que se baseiam nesta tecnologia, diz a consultora mas nem todos os projetos podem utilizar estes serviços por questões regulamentares, de segurança ou até pelo valor investido nas iniciativas.

Até 2021, mais da metade das organizações globais que já utilizam cloud hoje terão adotado estratégias totalmente na nuvem. Para isso, não basta simplesmente levar todo o conteúdo do Data Center para a nuvem. É preciso avaliar quais aplicações dentro do Data Center podem ser substituídos por SaaS (Software como Serviço), remodelados ou recriados.  Segundo a Gartner, “uma estratégia de mudança total terá um impacto maior em TI se comparada a um plano Cloud-first ou Cloud-only.”

A consultora afirma que as empresas que mudaram tudo para a nuvem não voltaram para os Data Centers tradicionais in loco, e que as grandes companhias adotaram uma infraestrutura em cloud terceirizada. Assim, as organizações devem começar a planear a sua estratégia e garantir que a transição para a nuvem aconteça “apenas quando realmente for necessária, como quando for parte de uma iniciativa de consolidação de Data Center.”

Mafalda Freire

Colaboradora da B!T, escreve sobre TI e faz ensaios. Esteve ligada à área de e-commerce durante vários anos e é fã de tecnologia, do Star Wars e de automóveis.

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