Fortaleza assina acordo com Angola Cables para início de polo tecnológico no Brasil

Um acordo assinado no final da última semana entre a prefeitura da capital do Ceará, no Brasil, e a Angola Cables, grupo de telecomunicações especializado em cabos submarinos, deve ser o primeiro passo da administração Nordestina, para a montagem de um hub de tecnologia de informação naquela região.

A parceria inclui a criação de um Data Center de 3 mil metros quadrados, num terreno cedido pela gestão municipal, localizado no bairro de Praia do Futuro, área litoral da cidade.

Para compor a infraestrutura da instalação, será construída uma estação de recepção dos cabos submarinos, para o cabo do South Atlantic Cable System (SACS), que liga Angola ao Brasil e que será o primeiro cabo a atravessar o Atlântico Sul do País.

Também está prevista a construção de uma extensão desta rede para os Estados Unidos, ao norte da América, e para São Paulo, no sudeste do Brasil, através de instalações submarinas. Os investimentos na parte brasileira do projeto SACS pode alcançar os 21,4 milhões de dólares, quase metade desse total, 10,4 milhões de dólares, aplicados diretamente na iniciativa em Fortaleza.

“A instalação da Angola Cables pode servir de convite para que inúmeras empresas se instalem na região. Dessa forma poderemos gerar mais empregos diretos, o que incrementa a geração de tributos na cidade, dentro de perspetivas iniciais de 0,2% em crescimento do PIB anual”, afirmou o titular da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Económico (SDE) de Fortaleza, Robinson de Castro.

A posição geográfica privilegiada próxima dos continentes europeu e africano, assim como dos Estados Unidos, por isso a capital cearense já conta com sete cabos submarinos de fibra óptica instalados e foi levada em conta pela companhia sediada em Luanda, do outro lado do Atlântico.

“Queremos ajudar na transformação de Fortaleza em um hub de comunicação digital para a América Latina. O objetivo é usar esse polo de comunicação para promover o surgimento de negócios com impactos diretos na economia local”, finaliza o CEO da Angola Cables, António Nunes.

*Amauri Vargas é jornalista da BIT no Brasil