Facebook: O Problema Dos Perfis Falsos

Segundo dados relativos a Dezembro de 2012, dos mais de mil milhões de utilizadores activos mensalmente no Facebook, cerca de 5% serão contas duplicadas (um utilizador mantém mais de uma conta em seu nome), 1,3% contas mal classificadas pelos utilizadores (perfis pessoais para empresas e para animais domésticos em vez de páginas, etc.) e 0,9% serão contas indesejáveis (contas para serem usadas para fins que violam os termos de utilização como, por exemplo, para spam). Estas duas últimas percentagens, referem-se ao que o Facebook considera como contas “falsas”, dividindo-as nestas duas categorias. Traduzindo esta última percentagem em miúdos, no mínimo 10 milhões e 350 mil contas do Facebook podem estar a ser usadas para fins abusivos.
Muitos destas contas que o próprio Facebook classifica como falsas, são inofensivas. Correspondem a perfis que as pessoas criam para os seus animais domésticos, para os seus filhos que ainda não sabem ler ou escrever, personagens de ficção, etc. No entanto, neste grupo incluem-se perfis criados para levarem as pessoas a pensar que são alguém que na realidade não são, com o fim de enganar, iludir e burlar. Quais são então os riscos a que esses perfis nos podem expôr e como os detectar para não sermos vítimas dos mesmos?
Perfis Falsos: Quais os Riscos?
Os riscos a que um perfil falso nos pode expôr incluem os 5 Cês, isto é, as 5 grandes categorias de riscos a que podemos estar expostos online: conteúdos, contactos, comércio, comportamentos e, a uma escala substancial menor, o copyright (direitos de autor).
1. Ao nível dos conteúdos podem expôr-nos e levar-nos a partilhar – voluntária ou involuntariamente – conteúdos impróprios, ilegais, imprecisos, falsos ou enganadores, prejudiciais ou danosos e indesejáveis.
2. No domínio dos contactos, os perfis falsos podem pôr-nos em contacto com pessoas mal intencionadas que, fazendo-se passar por alguém que nos quer bem, na realidade visam manipular-nos para diversos fins que podem ir do abuso sexual ao roubo de identidade ou de dados pessoais que possam usar contra nós ou contra terceiros.
3. Ao nível do comércio, os fins falsos podem ser usados para nos sujeitar a burlas e fraudes das mais diversas que podem passar por perdas financeiras, de bens e outros.
4. Relativamente a comportamentos, os perfis falsos podem sujeitar-nos a situações de assédio, perseguição, cyberbullying e outras.
5. Por fim, se bem que com uma probabilidade substancialmente menor, no domínio do copyright, os perfis falsos podem levar-nos a violar a propriedade intelectual de terceiros.
Resumindo, por trás de um perfil falso, está invariavelmente um vigarista, um manipulador ou um criminoso, alguém que decididamente não queremos nas nossas vidas.
Resumindo, saber detectar um perfil falso é uma competência importante para a nossa segurança online. Ajuda-nos a mantermo-nos afastados de pessoas que não conhecemos e que se podem aproximar de nós com as piores das intenções. E contrariamente ao que se possa pensar, não são apenas as crianças e os jovens que podem estar sujeitos aos riscos colocados por um perfil falso. Os adultos também. E tal pode ter repercussões nas nossas vidas pessoais, familiares e profissionais. Assim sendo, aprender a detectar perfis falsos, seja no Facebook ou noutras redes sociais, é uma competência que pode e deve ser adquirida em conjunto. Já trocou impressões sobre o assunto com o seus filhos? “Explicas-me como se detecta um perfil falso no Facebook?” pode ser uma boa pergunta para iniciar esse diálogo.