Competências digitais são o principal desafio para as empresas

A pesquisa realizada em  2015 apurou que 53% dos entrevistados considerava que os seus colaboradores não possuíam as competências necessárias para uma transformação digital bem-sucedida. Em 2017, este número aumentou para 64%. O que demonstra bem a falta de cuidado dos empresários em investir na formações  dos seus colaboradores. 

No entanto o estudo aponta como possíveis explicações para este aumento a crescente velocidade da inovação tecnológica e a crescente consciencialização no que à transformação digital diz respeito. Ao longo do tempo, os executivos podem ter desenvolvido um melhor julgamento sobre as necessidades da sua empresa ao nível das competências, assim como uma melhor avaliação daquelas que estão disponíveis internamente, mas não agiram com a o ritmo imposta pela inovação.  Aqui o fator crise dos últimos anos  teve peso e as prioridades na retoma foram as de investir na produção, e não na melhoria de serviços e capacitação de pessoas.  

Embora 90% dos entrevistados percecionem a transformação digital como importante para a estratégia de negócio global da empresa, o desenvolvimento de competências específicas é uma raridade. Apenas 16% dos entrevistados levaram a cabo um programa de recrutamento dedicado ou formação para construção de uma base de competências necessárias para moldar o futuro digital da sua empresa. Existe, todavia, um amplo consenso entre os entrevistados quanto ao conjunto de competências digitais necessárias. Para maximizar o potencial de negócio da digitalização, as empresas devem funcionar de forma a incutir aos colaboradores o conhecimento e as competências necessárias para uma transição perfeita.

“O talento digital ameaça tornar-se no principal obstáculo da digitalização no sector. O défice em competências digitais ainda está entre as principais barreiras à transformação digital,” refere Bernd Welz, vice-presidente e chief knowledge officer, de Produtos e Inovação da SAP. “O investimento na educação e na capacitação dos colaboradores nunca foi tão importante, na medida em que o desenvolvimento da literacia digital na força de trabalho permitirá um caminho contínuo para a transformação digital das empresas.”

O Prof. Dr. Krcmar, da cadeira de Sistemas de Informação, do Departamento de Informática da Universidade Técnica de Munique, refere: “Este estudo enfatiza que muitas organizações ainda estão numa fase de orientação para a transformação digital. À medida que as novas tecnologias continuam a surgir, as empresas devem ser proactivas na definição de uma estratégia para a implementação digital que inclua todas as áreas e níveis de negócio.”

Em colaboração com o Centro de Pesquisa Europeu de Sistemas de Informação (ERCIS), a SAP está a conduzir um estudo para identificação das melhores práticas que as empresas podem seguir para desenvolvimento das competências necessárias a uma transformação digital bem-sucedida. Um plano de recrutamento sistemático e o desenvolvimento de competências com base na análise das necessidades de aprendizagem foi identificado como fator fundamental para dotar os colaboradores com competências avançadas para as novas funções de trabalho. O plano inclui ações para moldar a cultura de aprendizagem dentro das empresas, de modo a se atingir uma aprendizagem autodirigida, colaborativa e contínua, com a ajuda de um sistema integrado de gestão de aprendizagem. Os detalhes sobre o modelo e as melhores práticas que foram identificadas serão publicados muito em breve.

Mais informações sobre os dois estudos serão facultadas num webinar a realizar em 14 de setembro de 2017. Para ler o estudo Initiative For Digital Transformation (IDT) na íntegra e conhecer as suas conclusões, visite o site da Universidade Técnica de Munique.

 

João Miguel Mesquita

Desde 1998 que está diretamente ligado às TI. Tendo desenvolvido a sua atividade profissional em projetos como Portugalmail, IOL (Grupo Media Capital), Terravista (Grupo T -Deutsche Telekom) , e Jornal Digital do Norte. Estudou Direito na Universidade Autónoma de Lisboa. É COO e Editor-inChief do Grupo Netmediaeurope/America no Brasil e Portugal. Gestor de projetos e-business, e editor. É um entusiasta do impacto das TI nas industrias criativas.

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