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CGI quer crescer nos serviços nearshore

Mas em que se baseia a empresa para ter estas expectativas? Manuel Pinho, VP Global Infrastructure Services Southern Europe disse à B!T que a a CGI assiste ao facto dos estarem hoje sujeitos a uma enorme pressão no sentido de crescerem de um modo rentável. “Sentem por isso uma necessidade premente não só de conter o budget de TI mas também de investirem para serem vistos como diferenciadores pelos seus próprios clientes. Para financiar as iniciativas de diferenciação – step up activities – os nossos clientes precisam de reduzir os custos de manutenção – keep up – que chegam a consumir 80% do budget de TI”.

O responsável garante que a tecnológica se posiciona como o parceiro capaz de reduzir dramaticamente os custos de Keep Up através de outsourcing, soluções de software partilhado e IT Modernization para ajudar os seus clientes a financiar a sua agenda de step-up

 

Aliás, para a unidade de negócios de gestão de infraestruturas da Europa do Sul da CGI, 2015 foi um ano diversificado. Se por um lado assistiram a uma evolução do mercado nacional pautada por uma degradação de margens comerciais nas ofertas mais tradicionais, por outro concretizaram novas linhas de intervenção que consideram ter sido “muito interessantes e com muito boas perspectivas de crescimento e de fidelização de clientes”.

 

“Face a 2014 abrimos novas ofertas de onde destacamos serviços nearshore de operação de aplicações e gestão remota de infra-estruturas e no aumento do portfólio de aplicações disponibilizadas como serviço em modo Cloud”, explicou o responsável.

Nestas últimas a empresa explica que estão soluções aplicacionais para sectores específicos (Financeiro e Energy & Utilities) e multi-sector, numa oferta que inclui software nacional e internacional propriedade da CGI alojado nos Data Center do grupo, usufruindo igualmente do serviço de manutenção e de operação das aplicações. “Em particular na área de Energy & Utilities disponibilizamos aplicações capazes de recolher e tratar dados de inúmeras fontes vulgarmente englobadas no conceito de Internet of Things”.

Outro aspeto destacado por Manuel Pinho foi o facto da empresa ter crescido significativamente em áreas mais clássicas como o Service Desk técnico nearshore suportando diversos clientes nos países nórdicos nas suas línguas nativas.

2015 foi ainda um ano importante na criação de eficiência para a nossa operação e para os nossos clientes. Consolidámos os nossos Data Center de Espanha, avançamos significativamente na consolidação dos nos Data Center de Portugal e consolidámos o Data Center e a rede de balcões de um grande cliente. Com a área de IT Modernization foi-nos igualmente possível executar projectos transformadores conducentes a fortes reduções de custos operacionais”.

 

 

Susana Marvão

Jornalista especializada em TIC desde 2000, é fã incondicional de todo o tipo de super-heróis e da saga Star Wars. É apaixonada pelo impacto que as tecnologias têm nas empresas.

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