Capgemini cresce 5,2% em 2016
A Capgemini obteve em 2016 receitas totais de € 12,5 bilhões, um crescimento de 5,2% se comparado com o ano fiscal anterior. A consultoria está em um processo de transformação, e para 2017 antevê uma subida das receitas em torno de 3%.
Com taxas de cãmbio constantes, as receitas da Capgemini teriam subido um pouco mais, 7,9%. Mas em seu relatório financeiro anual, a consultoria registra uma queda dos lucros atribuíveis aos acionistas, de 18%, para € 921 milhões.
“O forte desempenho da Capgemini em 2016, e particularmente a sua capacidade de gerar free cash flow orgânico, corrobora o sucesso das transformações que empreendemos nos últimos anos”, comentou o CEO do grupo Capgemini, Paul Hermelin, na apresentação em Paris. “Com mais de 193 mil colaboradores em todo o mundo, o grupo possui os recursos necessários para continuar no caminho do sucesso e reforçar a sua posição entre os principais líderes à escala mundial”, acrescentou, referindo seu portfólio de ofertas, nível de especialização no setor e capacidades de produção.
A área que mais cresceu na empresa foi a de Application Services, com uma subida de 10,6% em taxas constantes. Esse segmento pesa 60% do total das receitas do grupo, tendo beneficiado da aquisição da IGATE em 2015. O crescimento foi ainda impulsionado pela rápida expansão que os serviços relacionados com o Digital e a nuvem estão tendo na Europa e Ásia. “Os resultados alcançados pelas áreas de Digital e Cloud contribuíram para 30% do valor global das nossas receitas”, afirmou o CEO.
Os serviços de consultoria subiram apenas 2,7% e na tecnologia e serviços de engenharia a melhora foi de 6,9%. Já o segmento de Other Managed Services, que pesam 21%, as receitas registaram uma quebra por comparação com os resultados obtidos no ano anterior. A Capgemini explica que a pressão sobre os serviços tradicionais de infraestrutura, devido à crescente utilização da nuvem, foi acentuada pela quebra registada no setor público no Reino Unido e na revenda de equipamentos.
Nota de Redação: Por opção editorial este texto foi escrito em português do Brasil.