Cada vez mais empresas fazem operações financeiras a partir de dispositivos móveis

O estudo revela que metade dos responsáveis das empresas inquiridos realiza pagamentos através de uma aplicação móvel. É igualmente constatado que a nível empresarial cada vez se estão a fazer mais operações financeiras a partir de dispositivos móveis. Em concreto, 28 por cento das pequenas e médias empresas e 34 por cento das grandes empresas realizam transações financeiras através de dispositivos móveis. E estas operações não são feitas apenas por pessoal dos departamentos financeiros, mas também pelos executivos de topo e inclusive pelos restantes colaboradores, que cada vez mais realizam transações financeiras empresariais através de aplicações móveis.

O uso crescente dos dispositivos móveis na banca empresarial representa um risco para a situação financeira da Kaspersky Lab, já que, segundo a mesma, as ciberameaças móveis têm aumentado a grande ritmo nos últimos anos e já são tão perigosas para os utilizadores como as ameaças para PCs.

No terceiro trimestre de 2015, as soluções da Kaspersky Lab para dispositivos móveis detetaram mais de 300 mil novos programas maliciosos. De acordo com a empresa, os que mais cresceram nos últimos meses foram os Trojans bancários, desenhados para roubar credenciais dos sistemas de pagamento eletrónico e de banca online, assim como os dados de cartões de crédito ou débito. O relatório mostra que a proporção deste tipo de malware cresceu dos 0,6 por cento no segundo trimestre para os 1,5 por cento no terceiro.

“A tendência mostra um aumento contínuo no uso da banca móvel por parte de clientes empresariais. Isto cria um imperativo operacional para os bancos que devem ter cada vez mais em conta a segurança e a prevenção da fraude, com o objetivo de garantir adequadamente aplicações seguras de banca móvel e proteger os dados confidenciais dos clientes. Todos os utilizadores dos serviços de banca móvel, as empresas e os consumidores em geral devem estar atentos à sua própria segurança e ao seu comportamento, questionando as medidas adotadas pelo seu banco para garantir a sua segurança”, refere, em comunicado, Alfonso Ramírez, diretor-geral da Kaspersky Lab Iberia.

Catarina Gomes

Colaboradora da B!T, escreve sobre Negócios e TI. Gosta de desafios e, acima de tudo, de aprender. Fã acérrima de ficção científica e fantasia.

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