Poderá um sistema operativo sobreviver sem uma das aplicações centrais o universo móvel? Uma app que é usada por quase mil milhões de pessoas diariamente para aceder à rede social? A BlackBerry espera que sim, claro, mas este é um golpe tremendo que se segue à desistência da plataforma por parte da WhatsApp, subsidiária do Facebook, no final de fevereiro.
“O cenário das aplicações continua a evoluir, e de formas que nem sempre podemos controlar”, escreveu Lou Gazzola, diretor da equipa de ecossistema e programação da BlackBerry, no blogue corporativo da marca.
“Estamos extremamente desapontados pela decisão [do Facebook], já que tantos utilizadores adoram estas aplicações. Lutámos para trabalhar com o WhatsApp e Facebook para que mudassem de ideias, mas neste momento a decisão mantém-se”, explicou o responsável, pedindo aos utilizadores que manifestem o seu desagrado com a hashtag #ILoveBB10Apps.
Gazzola referiu que a BlackBerry está em busca de alternativas e reafirmou o compromisso da sua equipa para com o sistema BB10, que recebe “milhares de novas aplicações” todos os meses. Como forma de promover os programadores que se mantêm fiéis à plataforma, a marca criou uma lista de 20 aplicações que estarão em destaque durante duas semanas, “Great Apps on BlackBerry.”
Apesar destas declarações de confiança, John Chen disse em janeiro, durante o CES 2016, que a empresa vai lançar pelo menos mais dois smartphones com Android este ano, e não prevê nenhum novo com BB10. Uma decisão que parece contradizer o compromisso com a sua plataforma proprietária, agora em torno de 1% de quota mundial. No entanto, faz sentido: o Priv, primeiro smartphone com Android da BlackBerry, vendeu 700 mil unidades logo no trimestre inaugural de vendas e foi considerado esgotado (a marca não manteve qualquer stock, o que é crítico nesta altura).
Chen já disse também que pretende vender 5 milhões de smartphones por ano fiscal – saberemos o que aconteceu no último já no próximo dia 1 de abril, altura em que a BlackBerry reporta os resultados do quarto trimestre fiscal, findo a 29 de fevereiro, e os do ano fiscal de 2016.
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