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Automobilísticas alemãs reforçam foco em carros elétricos

As fabricantes alemãs de carros estão a redirecionar os seus focos de negócio para o setor dos carros elétricos de gama alta. Esta estratégia visa aumentar a popularidade dos “veículos ecologicamente responsáveis” com a introdução de carros de luxo como o Audi R8 e-tron.

 

Depois de algum tempo a considerar se entraria no mercado dos carros elétricos, a Audi decidiu mergulhar de cabeça e marcar uma posição.

No decorrer da feira automobilística em Genebra, na Suíça, a Audi deu a conhecer a versão elétrica do seu R8. Segundo a Reuters, este carro elétrico terá uma autonomia de 450 quilómetros, ou duas horas.

Os automóveis movidos a energia elétrica têm tido dificuldade em conquistar muitos seguidores. Este atraso deriva da escassez de postos de carregamento e da autonomia das baterias. Também o preço é um fator que não ajuda à sua popularidade. Considerando que as baterias, o sistema de arrecimento e todos os outros componentes que são próprios de um carro deste género custam mais do que o tradicional motor de combustão, o comprador final poderá ficar de sobrolho franzido ao olhar para a etiqueta do preço do automóvel.

Destoando do restante setor dos carros elétricos, a Tesla Motors tem tido um sucesso considerável, com automóveis com preços desde os 77 mil dólares.

Estes carros premium poderão, então, oferecer uma maior autonomia, visto terem uma maior bateria, que permite um percurso superior a 400 km com um único carregamento. Comparativamente, os habituais carros elétricos de gama mais baixa não vão muito para além dos cem quilómetros até precisarem de ser recarregados.

O diretor executivo da Daimler, Dieter Zetsche, referiu, no evento em Genebra, que uma das razões pelas quais os carros elétricos não tiveram o sucesso que muitos poderiam ter esperado prende-se com o facto de a grande maioria deles estar inserido numa categoria low end. Com isto, o CEO sugeriu que a Daimler poderá estar a apalpar terreno e a estudar as oportunidades de negócio que possam surgir num mercado de carros elétricos de luxo.

Citado pela Reuters, Zetsche disse que somente daqui a uns anos é que este mercado será forte, maduro e estavelmente rentável.

Depois de no início deste ano a Apple ter anunciado que estaria a desenvolver o seu próprio carro elétrico, muitos foram os críticos que emergiram, acusando a fabricante de estar a querer ir muito para além das suas capacidades. Ficou, assim, evidente que a indústria automóvel teme o poder das tecnológicas neste mercado, mas aquele que pode, por agora, ser chamado de “iCar” poderá revolucionar a esfera dos carros elétricos e levá-los ao próximo nível da evolução.

Filipe Pimentel

Formado em Ciências da Comunicação, tem especial interesse pelas áreas das Letras, do Cinema, das Relações Internacionais e da Cibersegurança. É incondicionalmente apaixonado por Fantasia e Ficção Científica e adora perder-se em mistérios policiais.

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