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Ataques financeiros crescem 16% no segundo trimestre do ano

Este malware é geralmente difundido através de websites fraudulentos e e-mails de spam: depois de infetar os utilizadores, imitam a página online oficial do banco da pessoa, numa tentativa de roubar as suas informações pessoais, como detalhes de conta, palavras-passe ou dados dos cartões de crédito.

A Turquia é o país que sofre mais ataques deste tipo: 3.45% dos utilizadores de produtos Kaspersky Lab depararam-se com pelo menos uma ameaça deste género durante o trimestre. Em segundo lugar está a Rússia, com 2.9% de ameaças online, seguida do Brasil com 2.6%. Os Jogos Olímpicos vão, muito provavelmente, fazer com o que o Brasil ocupe um lugar superior na lista dos próximos meses.

Os principais culpados foram os trojans financeiros Gozi e Nymaim, com os dois autores a unirem forças. O Trojan Nymaim foi inicialmente desenvolvido como ransomware mas a última versão inclui a funcionalidade de trojan financeiro a partir do código fonte Gozi que permite acesso remoto dos hackers aos computadores das vítimas.

“O malware financeiro continua ativo e a desenvolver-se muito rapidamente. Os novos trojans financeiros aumentaram bastante as suas funcionalidades, adicionando novos módulos como o ransomware. Se os hackers conseguirem roubar os dados pessoais dos utilizadores, vão encriptá-los e pedir dinheiro em troca dos mesmos. Outro exemplo é a família Neurevt Trojan. Este malware era utilizado não só para roubar dados em sistemas bancários online mas também para envio de spam. Na Kaspersky Lab respondemos a estas ameaças aperfeiçoando a forma como detetamos e classificamos o malware financeiro. Assim, podemos bloqueá-los ainda mais depressa,” afirmou em comunicado Alfonso Ramírez, Diretor Geral da Kaspersky Lab Iberia.

No total, os produtos Kaspersky Lab bloquearam 171,895,830 ataques online contra utilizadores entre abril e junho e identificaram  54,539,948 URLs maliciosos.

O malware teve origem em 191 países, ainda que 81% venha de um conjunto de apenas 10 países, liderado pelos E.U.A. (35.4%), Rússia (10.3%) e Alemanha (8.9%);

Para minimizar o risco de infeção, os utilizadores são aconselhados a:

  • Utilizar fortes soluções de segurança e garantir que mantêm o software atualizado
  • Realizar um scan regular ao sistema para garantir que não há nenhuma possível infeção
  • Ser prudente na atividade online e não colocar informações pessoais em websites se tiver alguma suspeita ou não se sentir seguro.
Mafalda Freire

Colaboradora da B!T, escreve sobre TI e faz ensaios. Esteve ligada à área de e-commerce durante vários anos e é fã de tecnologia, do Star Wars e de automóveis.

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