A evolução da tecnologia de conectividade está a reconfigurar profundamente a indústria automóvel, e não só. As seguradoras, cujos negócios são, em parte, satélites do mercado automobilístico, estão prestes a sofrer grandes mudanças com o aparecimento dos carros autónomos.
Estes veículos estão já a ser desenvolvidos por muitas empresas, desde fabricantes tradicionais, como a Daimler, a Audi ou a Ford, até recém-chegados, como a Google, a Tesla ou a Apple. Apesar das suas diferenças, uma linha é comum a todos eles: querem aumentar a segurança nas estradas, com carros totalmente controlados por sistemas informáticos. E uma maior segurança rodoviária passa, necessariamente, pela redução do número de sinistros, sendo que, em última análise, o objetivo é eliminá-los definitivamente.
E aqui surge o problema, pelo menos para as seguradoras. Uma forte fonte de receitas desta indústria jorra, precisamente, dos seguros automóveis e dos prémios associados. Com carros de condução autónoma segura, quem precisa de seguro?
Em Portugal, registou-se um aumento de 3,8 por cento dos prémios brutos emitidos de seguro direto durante o primeiro trimestre, chegando aos 323 milhões de euros. No período homólogo de 2014, este valor foi de 311 milhões de euros.
Paralelamente, os custos associados a acidentes automóveis aumentaram aproximadamente 8,5 por cento de janeiro a março.
Estes carros autónomos foram já alvo de chorudos investimentos e os testes já arrancaram. No entanto, a sua estreia no mercado de consumo é ainda tema de discussão. Dentro dos próximos cinco anos deverão ser apresentados vários veículos com funcionalidades inovadoras, como travagem automática ou sistemas de navegação inteligentes. Mas existe ainda algum ceticismo face à capacidade de se produzir um carro totalmente autónomo – e totalmente seguro – até 2020. Numa altura em que as empresas correm em contrarrelógio para lançarem o primeiro carro autónomo, alguns pormenores podem escapar, ou ser simplesmente ignorados, e isso coloca em risco a vida dos seus passageiros.
A diretora-coordenadora da Direct (antiga Seguro Directo), Sandra Moás, disse à B!T que a indústria dos seguros tem de se adaptar o mais rapidamente possível às mudanças do mercado. A responsável não acredita que estes novos veículos sejam ameaças ao negócio, mas sim uma oportunidade para as seguradoras desenvolverem inovadores modelos de negócio que se moldem a estes novos carros.
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