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Armadilha high-tech apanha vândalos de graffiti no ato

Quando ocorre um ato de vandalismo, é ativado um sensor na carruagem do comboio que reage como um “nariz” eletrónico, detetando a presença de tinta nociva. Posteriormente, o alarme é enviado para o escritório da segurança ferroviária, onde é visualizado, em tempo real, o vídeo do infrator em ação. Este alarme indica se está a ser utilizada tinta ou um marcador. Seguidamente, a sala de controlo da rede ferroviária identifica a localização do comboio, enquanto o crime é efetuado. Por último, aparecem polícias disfarçados que atacam e prendem o infrator.

Esta tecnologia tem vindo a ser testada desde o final de 2014, pelo que tem verificado progressos positivos e de sucesso. Atualmente, já foram ativadas cerca de 70 instâncias deste kit, sendo que 50 pessoas já foram acusadas de atos ilícitos.

Um sensor é escondido na parede do comboio, pelo que, quando um marcador ou uma tinta nociva aerossol se aproxima, é enviado um sinal para o processador digital que analisa a impressão química do gás. Quando o nível do vapor coincide um tipo conhecido de caneta ou tinta, é enviado um alarme.

A vantagem deste sistema assenta no facto de que o pessoal de segurança ou um polícia pode monitorizar o sistema, em campo, com um dispositivo móvel. A informação recebida indica qual o comboio ou o número da carruagem em que está a ocorrer o ato, bem como a localização do mesmo e, ainda, o destino para o qual o comboio se dirige.

Uma das dificuldades que se apresentava antes do kit estar disponível era a de que apenas se encontrava o ato de vandalismo e o graffiti quando o comboio regressava ao depósito da rede ferroviária onde são realizadas as limpezas e as reparações. Face a tais circunstâncias, está a ser construído um perfil de quando e onde ocorrem estes incidentes, para que a polícia tenha a capacidade e informação necessária para indicar onde é provável que tal ocorra e em que altura do dia.

Desde que a Mousetrap começou a operar em Sydney, o número de infratores capturados tem sido superior às expectativas da autoridade. A maior parte dos comboios das cidades estão agora “graffiti-free”, sendo os infratores travados nos seus atos de vandalismo.

Catarina Gomes

Colaboradora da B!T, escreve sobre Negócios e TI. Gosta de desafios e, acima de tudo, de aprender. Fã acérrima de ficção científica e fantasia.

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