Apple evita coima de mais de 830 milhões de dólares

Pagamento da sanção foi conseguido através de acordo com estados e consumidores afetados. Polémica gerou-se, devido a alegada comercialização ilegal dos ebooks por parte da empresa norte-americana. Acusações referem que a Apple cobrou os consumidores, de forma indevida, com 280 milhões de dólares a mais do que o estipulado por lei.

ebook Numa carta redigida ao tribunal oficial dos Estados Unidos, Steve Berman, advogado que representa os consumidores e alguns dos estados norte-americanos, referiu que “a Apple e as entidades afetadas chegaram a um acordo de princípios”. Não há, no entanto, conhecimento dos valores oficiais que sustentaram as negociações.

A Apple nega as acusações de violação das leis de venda de produtos e avança que “luta constantemente pela defesa dos direitos do consumidor, em detrimento dos interesses da própria organização”.

Já não é a primeira vez que a multinacional incorre em diferendos relacionados com o preço de venda de produtos. Em 2013, também houveram problemas na comercialização dos ebooks. Na altura, a situação foi resolvida através da indemnização dos utilizadores afetados. O caso afetou a concertação de preços de cinco editoras e prejudicou diretamente a Amazon, uma das empresas com mais reputação a nível mundial no negócio de livros digitais.

A Apple, que tenta gerir a imagem perante o mercado global. A multinacional norte-americana tem sido assolada por algumas contrariedades nos últimos dias. Mais recentemente, decidiu fechar o cerco aos fornecedores que decidem pagar através de reviews falsas sobre aplicações na AppStore e que alimentam de forma artificial, os serviços com o objetivo de aumentar de forma exponencial os números de downloads.