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Amazon recebe aprovação para testar drones

A Administração Federal de Aviação norte-americana (FAA) emitiu um certificado em nome da Amazon que permite a esta empresa o teste de entregas realizadas por drones, em algumas áreas dos Estados Unidos. A aprovação da FAA chega, porém, com algumas restrições que pretendem controlar eventuais perigos para os cidadãos.

A Amazon tem estado a testar o seu projeto de entrega de encomendas através de drones, fora dos limites norte-americanos, já que a Administração Federal de Aviação dos EUA tem vindo a recusar terminantemente qualquer tipo de experiência nesse âmbito. Contudo, a maré parece ter mudado para a empresa de e-commerce que recebe, agora, a aprovação da FAA para testar os seus drones.

O objetivo é entregar encomendas aos clientes da Amazon mais rapidamente para que os serviços da mesma possam melhorar em paralelo com a inovação tecnológica. A entidade reguladora tem colocado barreiras ao teste de drones para este fim, em solo nacional, invocando perigo público para as populações tanto a nível de segurança física como no que diz respeito à privacidade.

Ainda assim, a FAA parece ter encontrado um cenário que respeita as suas dúvidas mas que, por isso, impõe algumas limitações. Foi emitida um certificado temporário de aviação experimental em nome da Amazon e que permite apenas que sejam realizados testes de investigação e desenvolvimento.

Para além de ser apenas temporária, a licença envolve apenas um protótipo de drone previamente aprovado e caso o mesmo sofra alguma modificação, a licença será revogada. Os testes deverão ser realizados em zonas rurais privadas do estado de Washington e o piloto do drone deve possuir brevet de aviação privada bem como certificações médicas.

Os voos experimentais devem ainda ser realizados apenas com condições meteorológicas favoráveis que permitam visibilidade e não podem ultrapassar os 120 metros de altitude. Os drones não podem abandonar o campo de visão do piloto e os resultados dos testes têm de ser enviados mensalmente para a FAA incluindo informações relativamente ao número de voos, falhas no equipamento ou problemas em manter as rotas definidas.

Na Europa, a regulação das atividades levadas a cabo por drones também tem sido alvo de debate com a Câmara dos Lordes, no Reino Unido, a propor a criação de uma base dados cujos registos sejam públicos, e com a Agência Europeia para a Segurança na Aviação a regulamentar, pela primeira vez, os diferentes tipos de sistemas de aviação pilotados remotamente.

Filipa Almeida

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