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Absentismo no trabalho continua a crescer

Segundo Yannick Jarlaud, responsável pelo estudo na Business Line HR Performance do grupo Ayming, a percepção do trabalho dos trabalhadores europeus é variada, e a apreciação que os DRH fazem da sua motivação e do envolvimento no seio da empresa é forçosamente influenciada pela sua nacionalidade. Este estudo, realizado pela primeira vez junto dos DRH portugueses, permite-nos identificar alguns eixos relevantes para a gestão multicultural, nos quais as empresas portuguesas, assim como as europeias, devem concentrar os seus esforços”, disse no comunicado enviado à imprensa que apresenta o estudo. 

Em contraponto com os 33% de inquiridos portugueses que consideram que o absentismo aumentou em 2015, 16% aponta para uma redução, notando-se que quando questionados a respeito do envolvimento dos trabalhadores, quanto maior é o nível de envolvimento identificado, menor é a tendência para considerar que o absentismo está a crescer.

A percepção dos DRH sobre o comportamento dos seus trabalhadores em matéria de envolvimento baseia-se sobretudo em atitudes e comportamentos subtis e são muitas vezes difíceis de medir. A acção das equipas de recursos humanos é por isso necessária no terreno para escrutinar estes sinais e geri-los. Entre as principais manifestações de falta de envolvimento identificadas pelos DRH encontram-se o abandono do posto de trabalho e simulação da presença, seguida da menor atenção dada à qualidade do trabalho, ocupando o absentismo apenas o 9º lugar.

Quando questionados sobre as principais causas para o absentismo, os DRH portugueses que participaram no estudo focam-se no conteúdo do trabalho e na falta de reconhecimento, o que se encontra em linha com os resultados de outro estudo pan-europeu realizado pela Ayming e pela TNS Sofres em Junho e Julho de 2016 junto de 3000 trabalhadores do sector privado.

Perante este cenário, um em cada dois diretores dos Recursos Humanos portugueses já desenvolveu acções contra o absentismo na sua empresa, sendo que cerca de 1/3 já o fez há mais de 3 anos.

Entre as principais consequências dessas acções encontram-se o aumento da conexão com a empresa para 25% dos inquiridos e a redução do absentismo e intensificação da cooperação entre colegas em 21% dos casos. Relativamente à melhoria da performance económica e social, esse é um resultado a médio e longo prazo pelo que a empresa deve implementar as acções o mais cedo possível se pretende ter impacto nesta área.

Susana Marvão

Jornalista especializada em TIC desde 2000, é fã incondicional de todo o tipo de super-heróis e da saga Star Wars. É apaixonada pelo impacto que as tecnologias têm nas empresas.

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