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Vida do Windows Server 2003 chega hoje ao fim

O dia estava marcado e chegou hoje. A vida do Windows Server 2003 termina, depois de 12 anos de presença no mercado. Esta situação vai afetar as atividades de um grande número de empresas, já que, em julho de 2014, o software estava em execução em quase 24 milhões de instâncias em todo o mundo.

Por isso, as organizações que ainda não procuraram uma alternativa mais atual devem apressar-se, uma vez que a não migração pode trazer consequências negativas para o negócio, diz a consultora Gartner, alertando as empresas para o facto de o fim do suporte ao Windows Server 2003 tornar este software num íman de vulnerabilidades.

A partir de hoje, o programa será uma porta aberta para os hackers, que poderão lançar sem dificuldades ataques ao centro global de dados de uma empresa.  As organizações podem assim enfrentar problemas como o roubo de informação, transações não autorizadas ou até mesmo a perda do sistema global e daqueles que lhe estão associados.

A consultora destaca também a não correção de erros nas operações de aplicações e no software de produtos associados a defeitos do Windows Server 2003 como um potencial risco. Sem o apoio de suporte, as falhas no servidor podem levar a perdas permanentes ou prolongadas nas funcionalidades das aplicações em que ocorrem.

O incumprimento dos requisitos regulamentares e de conformidade é outra vulnerabilidade a que as organizações que mantenham o Windows Server 2003 ficam expostas. Se tiverem produtos que sejam executados em Windows Server 2003 e estiverem sujeitas a requisitos chaves do sistema, as empresas que não fizerem a migração correm o risco de não os conseguir cumprir, o que pode levar à quebra de compromissos contratuais.

A manutenção do Windows Server 2003 pode significar custos mais elevados para as empresas do que a aquisição de um novo software, dado que podem ter de desembolsar quantias significativas para remediar problemas como a perda ou roubo de dados.

Em comunicado, a Gartner aconselha as empresas a fazerem da procura por uma alternativa ao Windows Server 2003 “uma prioridade estratégica para a organização, consciencializando os top managers para os riscos associados à não migração”.

Teresa Sousa

Colaboradora da B!T, escreve sobre Negócios e TI. Vive dividida entre a criatividade das letras e a precisão dos números. Foi por isso que ingressou nos cursos de Jornalismo e Gestão quase ao mesmo tempo. Mas é no primeiro que quer juntar o melhor dos dois mundos.

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