Consumidores esperam fusão da realidade aumentada e virtual com a física, diz estudo

De acordo com o Ericsson ConsumerLab, 7 em cada 10 consumidores acreditam que a realidade virtual (RV) e a realidade aumentada (RA) vão tornar-se comuns nos media, na edução, no trabalho, na interação social, turismo e retalho, fundindo-se com a realidade física.

A Ericsson acaba de publicar o estudo Merged Reality que mostra de que forma os consumidores esperam que as várias realidades interajam entre si no futuro e que demonstra como o 5G será essencial para garantir que estas experiências possam acontecer em qualquer parte do mundo.

O estudo revela que a fronteira que existe entre a perceção que as pessoas têm da realidade física e virtual começa a esbater-se e que isso terá um impacto cada vez maior na nossa vida, quer privada, quer profissional. 

O estudo tem por base um inquérito feito junto de 9200 consumidores em França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, além de investigação e testes qualitativos. A pesquisa definiu categorias principais de consumidores, entre eles: os early adopters da RV e RA (15%), os consumidores que estão a planear usar RV e RA (49%) e os retardatários que nunca usaram nem estão a pensar usar RV e RA (15%).

As principais conclusões indicam que 70% dos early adopters esperam grandes mudanças em 6 áreas: media, educação, trabalho, interação social, viagens e retalho. Os media já estão a sofrer esta transformação e os consumidores esperam que os ecrãs virtuais comecem a substituir as televisões e os cinemas em menos de um ano.

Os designados early adopters esperam que a próxima geração de redes, como o 5G, desempenhe um papel fundamental na adoção das novas tecnologias, com 36% a esperar que as redes móveis do futuro consigam garantir a mobilidade da RV e RA e 30% a esperar que o 5G permita que os headsets se tornem livres de fios.

Por outro lado, 25% dos early adopters esperam que redes mais rápidas e estáveis ajudem a endereçar as questões relacionadas com as náuseas aquando da utilização da tecnologias imersivas.

O estudo Merged Reality do Ericsson ConsumerLab pode ser consultado na íntegra aqui.