Crime cibernético atinge novos máximos

O terceiro trimestre deste ano não foi nada simpático para a cibersegurança com os criminosos a mostrar ainda mais engenho e a utilizarem tecnologias inovadoras e novas ferramentas para disseminar o malware. Só o PandaLabs recolheu 18 milhões de novas amostras de malware, numa média de 200 mil amostras por dia.

 

Medir o crime cibernético é uma tarefa complexa, diz a Panda. Os profissionais de segurança informática, que enfrentam diariamente estas ameaças, percebem que esta é uma indústria que continua a crescer e evoluir massivamente. Mas existe verdadeiro perigo? De acordo com a National Crime Agency do Reino Unido, o cibercrime representa mais de 50% dos crimes cometidos neste país.

Nos últimos meses, os ataques de DDoS proliferaram, levando à divulgação de vários negócios de DDoS, originando ataques em massa que lhes permitiu arrecadar 618 mil dólares.

Mas a Panda cita outros exemplo num comunicado enviado ontem à imprensa. Em Taiwan, dezenas de ATM do First Bank foram roubadas, provando que os cibercriminosos continuam a ter como alvo entidades financeiras. Por outro lado, um dos maiores roubos de bitcoins da história ocorreu a este trimestre, num montante equivalente a 60 milhões de dólares.

Ao analisar sites de jogos, percebemos que muitos deles contêm muita informação sensível e que são alvos relativamente fáceis para os criminosos cibernéticos. A maior vítima este trimestre foi a Yahoo, tendo ficado comprometidas 500 milhões de contas, naquele que é o maior roubo do género.

Nos próximos anos diz a Panda que iremos enfrentar novas ameaças e ataques, com a evolução da Internet of Things e dos dispositivos móveis. Nada que não esperássemos.

Em Agosto, a Apple lançou, de urgência, a versão iOS 9.3.5 para o sistema operativo dos seus dispositivos móveis. Apple foi uma das últimas empresas a lançar programas de recompensa, oferecendo 200 mil dólares a quem descubra vulnerabilidades nos seus produtos.