Elementos da NSA divididos na amnistia a Edward Snowden

Edward Snowden, ex-consultor informático, pode ser perdoado nos Estados Unidos se garantir que mais nenhuma informação sensível é publicamente revelada. No entanto, esta medida não é consensual.
Segundo o responsável pela investigação das fugas de informações, Richard Ledgett, a questão da amnistia pode vir a ser ponderada. A nível pessoal, o responsável concorda com esta solução para o escândalo de espionagem que foi desvendado.
Estima-se que Edward Snowden possa ter em sua posse cerca de um milhão e meio de documentos confidenciais.
Ledgett é apontado como um dos fortes candidatos à posição de número dois dentro da NSA. Mas do outro lado, o diretor da NSA, Keith Alexander, discorda da opção da amnistia.
Alexander deu o exemplo de um sequestrador que mata 20 por cento dos seus reféns e consegue um perdão por não ter eliminado os outros 80 por cento, considerando que, se Edward Snowden recebesse uma amnistia, o caso poderia funcionar como um incentivo para outras fugas de informação.
“Acho que as pessoas devem ser responsabilizadas pelas suas ações. Não queremos que outras pessoas façam o mesmo, que fujam para Hong Kong e para Moscovo com outro volume de informações, sabendo que podem chegar a acordo”, disse o diretor da NSA.
Por enquanto, a ideia de uma amnistia está fora de hipótese, pois o Departamento de Estado não concorda.
O ex-consultor informático da CIA está na Rússia desde o mês de junho e ao longo das últimas semanas continuam a ser revelados detalhes dos programas de espionagem que aconteceram e ainda acontecem um pouco por todo o mundo e que são encabeçados pelas agências dos Estados Unidos.
Ao fim de 39 dias a viver no aeroporto de Cheremetievo, em Moscovo, as autoridades russas concederam-lhe asilo temporário, pelo prazo de um ano.